Países evitam falar de aumento na produção de petróleo

Líbia e Catar, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), disseram que ainda é muito cedo para falar sobre a possibilidade de aumento nas cotas de produção em setembro. O ministro do Petróleo do Catar, Abdullah Al-Attiyah, disse que "não devemos tirar conclusões precipitadas. Ainda é muito cedo para dizer se a Opep irá mudar as cotas" em sua próxima reunião, em 9 de setembro. O chefe da estatal de petróleo da Líbia, Shokri Ghanem, disse que "temos que esperar para ver, ainda estamos no começo de junho".

AE, Agencia Estado

07 de junho de 2009 | 17h31

As declarações sinalizam cautela, num momento em que o preço do petróleo se aproxima de um nível considerado aceitável pela maioria dos países da organização. No dia 28 de maio, a Opep decidiu manter as atuais cotas de produção inalteradas. Desde então, no entanto, o preço do petróleo subiu para US$ 69,00, perto dos US$ 70,00 que a maioria dos países membros vê como o preço apropriado.

Agora, pelo menos um dos membros já considera a possibilidade de aumento nas cotas se o preço do petróleo continuar subindo - pelo menos para que ocorra um ajuste em relação à atual superprodução dos países membros. Além de Líbia e Catar, Argélia e Arábia Saudita também recomendaram cautela quanto a um possível aumento de produção. Esses países temem que o preço atual seja fruto de especulação e não esteja levando em conta os altos estoques atuais. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
petróleoCatarLíbia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.