Países exportadores enfrentarão problemas

Quem depender das exportações para crescer terá sérias dificuldades até meados da década. Esse é, pelo menos, o alerta do BIS, o banco central dos bancos centrais, que indica que países que dependem de exportações para continuar crescendo terão de buscar outras alternativas imediatamente.

BASILEIA , O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2012 | 03h04

Os principais parceiros comerciais do Brasil crescerão até 2015 a uma taxa 0,7% abaixo da média que se expandiam antes da crise de 2008. Mas a situação brasileira é amenizada graças à proporção ainda baixa das exportações no Produto Interno Bruto (PIB).

Para o BIS, os maiores importadores mundiais crescerão a um ritmo mais baixo no futuro, diante da estagnação da economia mundial. "Muitas economias terão crescimento baixo por alguns anos e, como as exportações para essas economias não darão o incentivo como no passado, países que dependem de exportações para crescer terão de mudar para um modelo de economia orientado mais domesticamente", alertou.

Das 28 maiores economias, apenas duas verão seus parceiros comerciais crescer entre 2011 e 2015. "Todas as demais verão uma deterioração no crescimento de seus mercados exportadores", indica. Rússia, Índia e Alemanha podem sofrer, já que dependem em grande parte de exportações para seu crescimento. Já o Brasil poderia ser poupado dessa tendência, diante do tamanho de seu mercado interno.

Modelo exportador. Para o BIS, a insistência no modelo exportador impede o desenvolvimento de fontes internas duráveis de crescimento. Na prática, o atual modelo deixa países vulneráveis diante do que poderia ser uma nova queda na economia mundial. "Modelos de crescimento baseado em exportações serão menos eficientes que no passado", disse.

"As lições dos problemas que hoje atravessam as economias avançadas não estão sendo perdidas pelos emergentes, especialmente diante da desaceleração de suas economias. Mas com a perspectiva de a economia continuar a cair, países cujo sucesso depende de exportações deveriam acelerar seus esforços para construir capacidade para ter um crescimento interno", completou./J.C.

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