AFP PHOTO / MANDEL NGAN
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Países fazem corrida para ficar de fora da lista de Trump

Europeus, japoneses e sul-coreanos fizeram apelos para que sobretaxas não atinjam suas empresas

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S.Paulo

09 Março 2018 | 23h50

GENEBRA - A brecha aberta pelo presidente americano Donald Trump para que governos possam negociar uma isenção da sobretaxa sobre o aço anunciada pelos EUA levou diplomatas de vários países a uma corrida para garantir tratamento preferencial por parte de Washington. Todos tentam provar que são os “verdadeiros aliados” dos EUA e que seu produto não é o motivo da ameaça que os americanos estariam vivendo.

Na quinta-feira, 8, o governo de Donald Trump anunciou sobretaxas ao aço e alumínio importado, sob o argumento de que os produtos estrangeiros estavam ameaçando a segurança nacional dos EUA. Mas ele deixou um espaço para que governos possam negociar com a Casa Branca. E deu-se início a uma corrida dos países para ficar de fora da lista de Trump.

Diálogo. A Europa indicou que quer usar os próximos 15 dias para negociar uma isenção para os países exportadores da região. “Estamos inquietos com a medida”, disse a chanceler alemã, Angela Merkel. “O melhor seria que fôssemos isentados. Estamos prontos para agir. Mas ninguém ganharia com isso e é por esse motivo que buscamos um diálogo.”

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A principal negociadora do bloco europeu e comissária de Comércio da União Europeia, Cecilia Malmström, disse que o diálogo é a primeira opção. “Não podemos ser uma ameaça para a segurança nacional dos EUA. Portanto, contamos em ser isentados das medidas anunciadas”, disse.

O presidente francês, Emmanuel Macron, por sua vez, disse ter ligado para Trump para dizer que a medida estava afetando “aliados que respeitam as regras internacionais”.

Outros países considerados aliados dos EUA também tentam negociar. O governo do Japão fez um apelo para que seja excluído da lista. O chefe de gabinete do governo, Yoshihide Suga, chegou a destacar que seu país contribui para a criação de empregos nos EUA.

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A Coreia do Sul usou o sinal verde de Trump para se reunir com o regime da Coreia do Norte como argumento para pedir que seja excluída das tarifas. Mais confortável nesse cenário está o governo australiano de Malcolm Turnbull, que recebeu indicações de Trump de que seria poupado.

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