Países latinos estudam criar órgão de fomento a investimentos

O Grupo do Rio, formado por 19 países da América Latina e do Caribe, estuda a criação de um organismo sul-americano para fomentar investimentos na região. A instituição já foi batizada de Autoridade Sul-americana de Investimento (ASI). O projeto foi discutido na semana passada em Lima (Peru). "Não é só uma decisão política. Temos que ouvir os ministérios do planejamento e fazenda dos países. Ainda vai levar algum tempo", afirmou o coordenador da delegação brasileira do Grupo do Rio, Marcelo Vasconcelos, que participou ontem do primeiro dia de trabalhos do Grupo do Rio, que tem uma série de reuniões no Rio até sexta-feira. A elaboração da ASI conta com a assessoria de uma consultoria internacional contratada pelo governo peruano. O encontro dos 19 países latino-americanos também vai concentrar seus esforços, contou Vasconcelos, no debate sobre a ampliação do multilateralismo. Dentro dessas discussões, um dos temas principais será a reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial do Comércio (OMC). A instabilidade política e social no Haiti será um dos temas centrais no encontro do Grupo do Rio. Vasconcelos disse que apesar de os países da Comunidade Caribenha (Caricom) não reconhecerem o governo interino do Haiti, que assumiu após o presidente Jean-Bertrand Aristide ter sido deposto, há consenso de que deve haver uma ajuda dos países do Grupo do Rio. O Grupo do Rio foi criado em dezembro de 1986, no Rio de Janeiro, e é integrado por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Venezuela e Uruguai. Nesta semana, o Brasil assume a presidência pró-tempore do Grupo do Rio por um ano.

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