Países não devem recorrer ao protecionismo, diz Brown

Tema ganha importância no Fórum Econômico Mundial em meio à votação de pacote protecionista nos EUA

Agências internacionais e Agência Estado,

30 de janeiro de 2009 | 10h25

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, alertou nesta sexta-feira, 30, que os países não devem recorrer ao protecionismo para sair da crise econômica. "Esse é o momento para não apenas para medidas individuais para combater a crise financeira global. Esse é o momento para que o mundo se una em apenas um", disse em discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos.   Veja também: Senado dos EUA quer plano ainda mais protecionista De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    O risco do protecionismo surgiu como um dos principais temas do evento neste ano em meio à estratégia "Buy American" (compre produtos norte-americanos, em tradução livre) do pacote de estímulo US$ 825 bilhões do presidente Barack Obama, que proibiria aço produzido em outros países em projetos de infraestrutura nos Estados Unidos.   Kamal Nath, ministro do Comércio da Índia, alertou nesta semana que a crise global poderia abastecer o protecionismo. "Nós tememos isso porque devemos reconhecer que no coração da globalização vive a competitividade global, e se os governos vão proteger suas instalações produtivas não-competitivas, não será uma troca justa", disse.   Brown afirmou ainda que o foco da próxima reunião do G-20, que acontece em abril, em Londres, será a recuperação econômica. O país lidera o grupo neste ano. Esse processo passa por uma nova regulação dos mercados, tema que ganhará destaque no encontro - como também acredita o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   Para Brown, o G-20 precisa concordar sobre a necessidade de uma supervisão global para o sistema financeiro, que hoje atua de forma interconectada. Ele também defenderá na reunião a criação de padrões internacionais de transparência e responsabilidades nos mercados. "Não tomar uma decisão será a decisão errada", afirmou.  

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