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Países ricos querem investigação contra leis comercias da China

O governo da China bloqueia a tentativa de Estados Unidos, Europa e Canadá de abrir uma investigação contra suas leis comerciais de importação na Organização Mundial do Comércio (OMC) e deixa claro que o país não quer se tornar apenas um local de montagem de produtos. Pela primeira vez, uma aliança de países ricos decide questionar Pequim em um tribunal internacional. O caso, que voltará a ser apresentado à OMC no final de outubro, será para diplomatas um teste importante para saber como será a reação do governo chinês perante juízes internacionais. A disputa ocorre por causa de um mercado de US$ 19 bilhões no setor de autopeças. Os países ricos acusam a China de exigir que 60% das peças usadas na fabricação de um veículo no país venham de fornecedores locais, impondo assim tarifas mais altas de importação. Para os Estados Unidos, que contam com um déficit comercial de US$202 bilhões com a China, as medidas de Pequim "distorcem" o comércio e devem ser retiradas para que possam exportar. "As medidas desencorajam o uso de autopeças importadas dos Estados Unidos e de outros países por fabricantes na China na montagem de novos veículos", afirmou um diplomata americano à OMC. Para a Europa, a China deveria cobrar tarifas de 10% sobre as autopeças, e não de 25%, por suas obrigações na OMC. "As medidas são discriminatórias e atingem os princípios da OMC", afirmou Carlo Trojan, embaixador da Comissão Européia na OMC. Para o Canadá, as práticas chinesas são inconsistentes com as leis internacionais.Já a China fez questão de defender sua política e "lamentou" a decisão dos países ricos de lançar a ofensiva. Pequim acredita que as consultas entre os governos deveriam ter continuado e lembrou já reduziu suas tarifas de importação de forma "significativa". O resultado teria sido uma abertura de mercados "sem precedentes". Os diplomatas de Pequim ainda garantem que suas leis são consistentes com OMC e que não se trata de uma prática "discriminatória" contra nenhum país. A China explicou que as tarifas servem apenas para impedir que uma empresa importe um veículo todo desmontado em peças e que as fábricas locais sirvam apenas para a montagem do veículo que será vendido no país. ProtecionismoO caso das autopeças não é o único que coloca chineses e os países ricos em um confronto. Nesta semana, Câmara de Comércio dos Estados Unidos na Ásia alertou que uma "onda protecionista" estaria ganhando força na China e que o governo americano teria de ser duro nas negociações com Pequim. "Os sinais que estamos recebendo hoje da China é de menos reformas e mais foco em um planejamento industrial liderado pelo estado" afirmou Jeremie Waterman, diretor da Câmara.Cinco anos após a entrada da China na OMC, os empresários americanos pedem que Washington seja "vigilante" em relação às práticas de Pequim. Temas como pirataria e proteção de propriedade intelectual ainda poderiam se transformar em uma nova disputa na OMC.

Agencia Estado,

28 de setembro de 2006 | 18h53

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