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‘Países têm entusiasmo para pedir dinheiro a emergentes’, diz Mantega

Ministro disse que Brasil concorda com  aumento de aporte financeiro do FMI, mas lembrou que é preciso que as economias avançadas concordem em fazer reformas necessárias

Luciana Antonello Xavier, enviada especial,

19 de abril de 2012 | 19h09

WASHINGTON - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou nesta quinta-feira, 19, a postura de alguns países de pedir ajuda financeira aos emergentes, mas se mostrarem resistentes à reforma de cotas do Fundo Monetário Internacional (FMI), que daria mais poder de voz aos emergentes. "Alguns países não têm muito entusiasmo para fazer a reforma. Têm mais entusiasmo para pedir dinheiro para países emergentes do que para levar adiante reforma de cotas", afirmou a jornalistas, após reunião dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), na sede do FMI, em Washington.

Mantega disse que o Brasil concorda com o aumento de aporte financeiro do FMI, mas voltou a lembrar que é preciso que as economias avançadas concordem em fazer as reformas necessárias do Fundo, que inclui mudança nas cotas para dar mais voz às nações emergentes.

"O Brasil, desde o início, vê necessidade de reforço do Fundo Monetário, mesmo porque a crise internacional não está resolvida e, sob certos aspectos, está mais profunda do que estava", disse. "Nesse sentido, acreditamos haver a necessidade de reforçar, porém, dentro de determinadas condições", continuou. O ministro afirmou, no entanto, que os países dos Brics concordaram em não falar, por enquanto, em cifras sobre esse aumento de recursos do FMI.

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