Palocci aceita pressão, mas mantém pilares da política econômica

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou hoje, em resposta ao senador Ramez Tebet (PMDB-MS), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que os questionamentos apresentados por parlamentares de dentro e fora da base são positivos. "Jamais recusei, quando as pessoas pressionam para que se faça mais e melhor. Triste um governo que não recebe isso (pressão). É importante olhar as críticas e reivindicações como coisas sadias e positivas", disse o ministro. Tebet havia alegado que divergências dentro do governo sobre a política econômica poderiam prejudicar os investimentos no País. Apesar dessa avaliação, Palocci lembrou que é preciso ter em mente a distância entre "a vontade e a realização". Para Palocci todo o debate é bem vindo, mas é preciso ter coesão para levar o País ao crescimento sustentado. Segundo ele, se for tentada de maneira inadequada uma redução dos juros real de mercado, isso acaba gerando efeitos negativos sobre a economia. "O Brasil já tentou queimar etapas e os resultados nunca foram positivos". Pilares serão mantidos Para o ministro é plausível o debate sobre os instrumentos que estão sendo utilizados para conduzir o País ao desenvolvimento sustentado de longo prazo. "Mas os pilares da política econômica não podem mudar para o bem do País", disse. Para o ministro, o Brasil precisa ter estabilidade de longo prazo. "O País precisa ter a vida simples do trabalhador: precisa gastar o que ganha". Na avaliação de Palocci, o caminho adotado pelo governo é "o mais duro e mais angustiante", mas é o único caminho para o desenvolvimento sustentado.

Agencia Estado,

30 Março 2004 | 13h13

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