Palocci aceita reduzir impostos se a indústria investir

O governo está disposto a abrir mão de arrecadação tributária para estimular novos investimentos. Esse foi um dos temas discutidos hoje na primeira reunião do Conselho Nacional de Política Industrial, composto por 11 ministros e 11 representantes da sociedade civil. O empresário Eugênio Staub apontou como avanço o fato de o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, ter se mostrado aberto à discussão de novas renúncias fiscais. ?É um sinal que não tem sido habitual no Ministério da Fazenda nos últimos anos?, disse o empresário, que pediu pressa nas medidas.Nesse primeiro encontro, Palocci apresentou as linhas gerais de uma política tributária específica para o setor de software. Um dos problemas mais graves foi a inclusão das empresas de software na nova sistemática de cálculo da Cofins. Em alguns casos, a carga passou de 3% para 7,6%. Palocci também aceitou discutir novos instrumentos que desonerem o investimento. ?Apresentem propostas concretas, desde que se tenham pesado as alternativas?, pediu o ministro aos integrantes do Conselho, segundo relato de Staub. Iniciativas nos moldes no Moderfrota, que envolveram redução de impostos e reativaram as vendas e resultaram em aumento da arrecadação são ?uma bela pista? sobre o que o conselho deverá discutir, disse o empresário.Ele também cobrou do governo pressa na redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os bens de capital. O importante, avalia, é que não há uma resistência da área econômica a essas idéias. ?O ministro Palocci tem consciência que a política industrial é importante?, afirmou. O conselho fez um cronograma com as próximas reuniões: 30 de agosto, 26 de outubro e 15 de dezembro.

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