Palocci admite que crescimento está aquém do esperado

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, evitou fazer projeções sobre o crescimento da economia este ano, mas reconheceu que ele será inferior às expectativas criadas antes do início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A distância entre a vontade e a realidade, foram as duras medidas tomadas", disse ao final de uma reunião de empresário, em Brasília. Sobre o fato de o PIB ter crescido apenas 0,4% no terceiro trimestre, Palocci disse que o "importante é a perspectiva dada pelos indicadores do PIB". Na avaliação do ministro, mais importante do que o número é que os dados divulgados pelo IBGE revelam a retomada dos investimentos e do ritmo de produção.Para Palocci, o baixo ritmo da atividade econômica em 2003 não deve ser analisado como resultado da política adotada pelo governo Lula. ?Não se trata de dizer ou não (que erramos na mão), se trata da crise que enfrentamos?, afirmou. Para o ministro, a elevação dos juros no início do ano foi resultante do ?desastre? vivido em 2002, e não da política monetária do governo Lula. ?Não haveria meios de superar a crise do ano passado sem esforço?. O ministro disse que mesmo tendo sido um ano ?duro?, o governo conseguiu colher alguns ?frutos? do esforço feito para ajustar as contas públicas e controlar a inflação. ?Tivemos um ano muito duro mas colhemos frutos desse ajuste: uma projeção de inflação futura abaixo de 6%, juros futuro de um dígito e indicadores muito melhores para um processo de crescimento sustentado que já começou?, afirmou. "Vendo isto, só é pessimista quem quer".

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