Palocci afirma que crescimento virá após ajuste

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, procurou fazer um discurso otimista na reunião fechada que teve hoje com prefeitos e o governador petista Jorge Viana (Acre). Palocci disse que as medidas de ajuste que estão sendo promovidas pelo governo federal levarão à retomada do crescimento com reflexos positivos também para as prefeituras. "Feito o ajuste, não há hipótese de o Brasil não crescer", afirmou o ministro. Ao responder a uma pergunta do governador do Acre, que quis saber se havia possibilidade de o governo desvincular os orçamentos sociais das metas de superávit primário acertadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI), Palocci disse que, na prática, isso ocorrerá a partir de 2005. Isso será possível, segundo o ministro, com a adoção do critério de superávit primário anticíclico. Palocci explicou que o mecanismo permitirá que, em anos de crescimento, o governo obtenha um superávit maior do que o previsto e o guarde para utilizar em gastos maiores nos anos de baixo crescimento. "Faremos um superávit que ajuda a criar uma linha de crescimento sustentável", afirmou. O ministro disse ainda que, nesses seis meses, as empresas reduziram em R$ 85 bilhões as suas dívidas e que a queda da inflação e dos juros permitirá um melhor planejamento. "A boa notícia é que as coisas estão se ajustando". Palocci afirmou que o crescimento não nasce de "geração espontânea", mas precisa ser "bem construído". Segundo o ministro, a economia real no Brasil tem muita força. Citou como exemplo os avanços conseguidos na agricultura.

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