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Palocci ameniza tom sobre IR e fala em melhoria para renda menor

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, avaliou hoje que o Imposto de Renda no Brasil comparativamente a outros países não é alto. "O Imposto de Renda no Brasil não é excessivo", disse o ministro em uma tumultuada entrevista após encontro com o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP).Apesar dessa avaliação, o ministro reiterou que a intenção do governo é buscar "algum nível de melhoria no Imposto de Renda da Pessoa Física" em 2005, principalmente para as pessoas que ganham menos. "Aqueles que ganham menos como tiveram redutor de R$ 100 este ano podem ter algum nível de melhoria. Vamos buscar fazer isso com toda a serenidade", afirmou o ministro. Hoje, o ministro Palocci foi mais evasivo ao falar sobre a tabela do Imposto de Renda. Ontem, Palocci havia dito que o governo trabalhava para permitir algum nível de correção da tabela. Hoje, porém, o ministro disse apenas que o governo iria buscar algum nível de melhoria do Imposto de Renda em 2005, principalmente para os que ganham menos.O ministro afirmou que apenas 7,5% da população economicamente ativa do Brasil paga IRPF. Palocci disse que considera a reivindicação de ajuste da tabela do IR sadia e que como o governo fez neste semestre, concedendo o redutor de R$ 100 no cálculo do Imposto de Renda, o governo também pode buscar alguma medida em 2005 para tornar o Imposto de Renda um pouco mais justo. Negociações com sindicalistasEle disse que o compromisso com os sindicalistas em fazer mudanças no IR em 2005 "está de pé". No início deste segundo semestre, em negociação com os sindicalistas na casa do presidente da Câmara, João Paulo Cunha, o governo concedeu o redutor de R$ 100 na base de cálculo do IRPF e se comprometeu a entregar uma proposta de mudança do imposto para vigorar em 2005. Palocci disse que vai dialogar sobre as várias fórmulas que podem ser feitas, mas alertou que essa é uma questão bastante sensível para a arrecadação pública. Palocci disse ainda que é legítimo que os trabalhadores neste momento de crescimento do Brasil e aumento de emprego façam demandas como esta, mas advertiu: "Agora o meu papel é fechar as contas, o meu papel é poder olhar e ver as demandas justas. E fechar as contas do Brasil com a grande responsabilidade que nós temos. Temos os programas sociais, o pagamento de nossa dívida, os investimentos em infra-estrutura. O orçamento tem que dar conta disso tudo. A mim cabe o difícil trabalho de dizer que a conta fechou".

Agencia Estado,

07 de dezembro de 2004 | 14h19

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