Palocci comemora crescimento maior que o esperado

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, comemorou os resultados da economia do País que indicaram crescimento do PIB maior que o esperado. "De alguma forma, a retomada da economia vem até mais forte do que todas as expectativas, não só do governo, em relação ao final do ano passado", afirmou. "Isso mostra a vitalidade da economia brasileira.Temos de ser perseverantes nas medidas econômicas e no arcabouço macroeconômico do Brasil e continuar a agenda microeconômica, que envolve a aprovação de medidas no Congresso, como o PPP e a Lei de Falências, assim como a política industrial, que começa a tomar corpo e dar respostas". O ministro disse que, "se o Brasil tivesse sabedoria de fazer uma boa reflexão sobre este momento, sobre a grande força de sua economia, sobre a necessidade de ser perseverante no equilíbrio dessa economia, faríamos 10, 12, 15 anos de crescimento da economia. Essa é a vocação do Brasil, País vocacionado para o crescimento da indústria e crescimento do campo". Questionado sobre se há preocupação com a elevação das taxas de juros pelos bancos, no mercado, ele disse que "todo crescimento não passa apenas por linhas ascendentes. Ele tem, ao longo da trajetória, os ajustes necessários para ter um crescimento equilibrado. Não há nada que possamos pensar que esse crescimento possa ter interrupções. O que pode haver, num momento de crescimento como este, são eventuais ajustes de trajetória, o que é bom para garantir que esse crescimento venha no longo prazo". Questionado se gargalos na infra-estrutura poderiam atrapalhar esse crescimento, ele disse que não. "Temos dificuldades, mas a agenda do governo está totalmente voltada para solucionar esses problemas", observou. "Em cada ponto em que temos dificuldades de infra-estrutura há um trabalho para solucionar esse problema", afirmou, lembrando que, no caso dos portos e, também, do setor elétrico, estão sendo feitos ajustes necessários. "No horizonte não há obstáculos importantes", avaliou o ministro, segundo o qual "o governo está coordenando todo o processo para que o Brasil não assista apenas a uma subida eventual da sua atividade econômica, mas a um crescimento consistente de longo prazo, com forte inclusão social, inclusive com aumento do número de empregos formais, diferentemente do que muitos pensavam".

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