Palocci confirma idéia de superávit variável

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, confirmou a idéia do governo de introduzir em 2005 um superávit variável com o crescimento econômico, de tal forma que em momentos de crise o País possa gastar o que guardou e não cobrar mais da sociedade. "É importante que o Brasil compreenda que o superávit é a melhor maneira de nós colocarmos a nossa dívida de forma equilibrada no futuro, reduzí-la ao longo do tempo e com isso ter mais recursos para investimentos de infra-estrutura e para investimento social", disse o ministro, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo. Segundo ele, o que o Brasil tem feito até agora não é o adequado. "Normalmente o Brasil economiza mais nos momentos de crise e gasta mais nos momentos de crescimento e de boa arrecadação. Deveria ser o contrário. Então o que nós vamos fazer no ano que vem não é reduzir e nem aumentar o superávit. É introduzir a idéia de um superávit que seja variável com o crescimento econômico?. O ministro disse que assim o Brasil cresce mais, guarda mais recursos para caso tenha dificuldade econômica ele não cobre mais da sociedade e possa gastar o que guardou para investimentos e normalizar a situação. ?É uma maneira mais adequada de fazer um superávit", disse o ministro. Queda do crescimento Palocci minimizou mais uma vez a queda do crescimento econômico registrada em 2003. Para ele é preciso olhar os indicadores econômicos não apenas no ano, mas sim no período mais recente. "No ano passado nós tivemos um primeiro semestre de muita retração econômica, fruto da crise econômica que tivemos no final de 2002, que levou as taxas reais de juros para perto de 17%. Isso trancou a economia durante seis, sete meses. Mas nós já tivemos no ano passado um segundo semestre de crescimento. Se nós olharmos o que aconteceu no último trimestre de 2003, vemos que cresceu 1,5% em relação ao terceiro trimestre. Anualizando essa taxa é um crescimento de 6%", disse o ministro. Para ele, "o que passou, passou". "O último dado trimestral de crescimento é muito bom. É com ele que devemos trabalhar neste momento para o crescimento de 2004. O mais importante é que o Brasil agora entre num período longo de crescimento econômico, com geração de emprego, com incentivo aos setores que mais empregam, com valorização das exportações e da agricultura. Esse é o cenário que o Brasil busca", afirmou o ministro. A título de exemplo citou o "desempenho espetacular" do agronegócio em 2003. "Isso fez com que algumas regiões no interior do País, onde a agricultura é mais forte, gerassem níveis de emprego de 8%, 9% quando você teve problemas de retração do emprego no País como um todo. Houve evolução também nos setores exportadores. Então no final do ano passado e começo deste ano a economia começa a se recuperar como um todo", disse. Caso Waldomiro não atinge economia, diz Palocci

Agencia Estado,

02 Março 2004 | 09h50

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