Palocci confirma que Casseb deixa presidência do BB

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, confirmou no final da tarde de hoje a saída de Cássio Casseb da presidência do Banco do Brasil. O atual vice-presidente da área internacional do banco, Rossano Maranhão Pinto, assumirá interinamente a presidência do BB. O ministro informou também que no lugar de Rossano assumirá seu adjunto, Lima Neto. Segundo Palocci, desde a indicação de Casseb para a presidência do BB, o executivo já havia deixado claro que não ficaria à frente do banco por todo o mandato do presidente Lula. Segundo Palocci, Casseb havia informado em janeiro do ano passado que ficaria, no máximo, por dois anos na presidência do BB.No mês passado, Casseb cobrou de Palocci o acordo verbalmente fechado em 2003 e o ministro, por sua vez, pediu que o executivo estendesse por mais algumas semanas a sua permanência no cargo. E pediu também que Casseb continuasse prestando algum tipo de serviço ao banco, até mesmo como integrante do conselho de administração do BB. Casseb não respondeu ainda à solicitação de Palocci. Na avaliação do ministro, os resultados obtidos pelo banco nos últimos meses revelam a excelência do trabalho de Casseb à frente da instituição. "Enquanto o índice Ibovespa (índice das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo) teve uma valorização de 126%, as ações do BB subiram 268%", afirmou Palocci, ilustrando o que considera como um bom resultado de Casseb à frente do BB.Maranhão poderá assumir cargo definitivo O nome de Rossano Maranhão será submetido ao conselho de administração do banco, que é o órgão que legitima a indicação para a presidência do banco. Apesar de confirmar a interinidade do cargo, Palocci não descartou a possibilidade de permanência do economista à frente da instituição por mais tempo. "Não há nenhuma data e não me sinto pressionado (a definir o novo nome). Mas eu penso que, se ele pode ser presidente interino, ele também pode ser presidente", disse o ministro. Centro de crisesCasseb foi o centro de duas crises neste ano. O BB foi acusado pela compra de ingressos para um show em Brasília, o qual serviria para angariar recursos para a Kroll. Em outra ocasião, a CPI do Banestado esmiuçou dados referentes às suas movimentações bancárias em Nova York. Leia mais sobre os dois casos nos links abaixo.

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