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Palocci considera normais críticas à manutenção dos juros

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, considera normal o debate de integrantes de dentro do governo contra a manutenção dos juros altos. "É natural que isso ocorra. É preciso lembrar que nós saímos de um período de crise aguda, de inflação alta, de grande risco-Brasil. Então, esse dilema colocado neste momento é um dilema que anima o debate, mas faz parte do momento natural do País", disse o ministro, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo. "No momento em que estamos numa política de contenção da inflação é lógico que todos se perguntam quanto vai levar para que possamos realizar essa tarefa de combate a inflação, quando será possível controlar de vez a inflação e termos possibilidade de maior crescimento", emendou Palocci, para quem as recentes declarações de integrantes do governo contra os juros altos não são críticas, mas sim "palavras com muito sal". "Eu não vi o vice-presidente (José Alencar) falar que o Banco Central é incompetente. Eu ví ele criticar os juros, o mercado. Mas o mais importante é que nós vamos persistir na política contra a inflação", garantiu Palocci. "Nós estamos preparados para críticas de dentro do governo, acrescentou."Venha crítica ou não venha crítica, nós vamos persistir nessa linha?O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse que independente das críticas a equipe econômica do governo está e vai continuar fazendo o que tem de ser feito. "Venha crítica ou não venha crítica, nós vamos persistir nessa linha, porque estamos muito seguros de que o combate a inflação, a redução da dívida do Brasil são coisas fundamentais para o País crescer com estabilidade", afirmou o ministro. "Nós falamos desde a transição que nós não iríamos provocar uma bolha de crescimento no Brasil só para agradar os olhos do País, com uma inflação alta, porque o resultado disso é que a renda dos mais pobres é corroída e a economia se desorganiza. O Brasil já cresceu com inflação e ao final veio o desastre. Então nós não vamos cometer esse risco de novo", garantiu Palocci. Segundo ele, o problema no Brasil é que se discute o remédio (juros altos), mas não se discute a doença (a inflação). "Parece que o governo faz juros altos porque gosta. O problema é que nós estamos diante de uma doença grave que se chama inflação", disse o ministro, ao lembrar que no último trimestre do ano passado a inflação projetada para 2003 passava de 30%.?Nós estamos vencendo a luta?O ministro da Fazenda disse ainda que não foi "preciosismo" do Banco Central a decisão de não baixar as taxas de juros. "Pelo contrário. O que nós tínhamos era uma ameaça de inflação explosiva, e até no ano passado chegamos a ter dúvidas sobre o pagamento da dívida brasileira. Essas ameaças mais graves foram eliminadas. Hoje você não tem ameaça de inflação explosiva, nem de possiblidade de o Brasil não cumprir seus compromissos. Agora, a inflação permanece alta. Ela está em queda, nós estamos vencendo a luta contra a inflação, mas ela ainda está alta. Se você anualizar a inflação nos últimos quatro meses, ela chega perto de 20%. Então ainda não é o desejável", disse o ministro, para quem a luta contra a inflação ainda não está vencida. "Ainda há muita remarcação de preço, ainda existem negociações considerando inflação passada e não presente. Se não houver uma ação dura neste monento nós vamos reproduzir a inflação e permitir que ela cresça desordenadamente. Isso nós não vamos permitir", garantiu.

Agencia Estado,

26 de maio de 2003 | 08h37

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