Palocci defende condução da economia "sem atropelos"

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, defendeu nesta terça-feira à noite que a condução da economia do País não pode ser feita na base de "atropelos" e pregou a necessidade a "serenedide, paciência e coesão do País". As declarações foram feitas durante premiação que recebeu, no Rio, como personalidade econômica do ano passado. A premiação foi concedida pelo jornal O Globo a um grupo de personalidades brasileiras. O ministro da Fazenda - que vem sendo pressionado por integrantes do próprio PT e empresários para agilizar o processo de recuperação da atividade econômica - fez questão de registrar duas vezes, na abertura e no fim do seu discurso de agradecimento, o apoio e a confiança que tem recebido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante seu discurso, o ministro da Fazenda afirmou que países com alto endividamento devem buscar o equilíbrio fiscal. Ao argumentar que o país não pode queimar etapas, afirmou que "o Brasil não quer mais uma economia de idas e vindas, não quer parar a cada dois anos para fazer tudo de novo". Destacou, ainda, que o País "tem que se arrumar de uma vez por todas". O próprio Palocci reconheceu as cobranças de que o processo de recuperação econômica seja rápido e vigoroso. "Acho que um pouco sim e um pouco não. Sim, porque todos nós temos de acreditar, qualquer que seja nossa atividade, que podemos fazer melhor. Mas por outro lado os processos econômicos, e isso o mundo já ensinou isso para todos, e o Brasil para nós mesmos, não podem ser atropelados. Eles têm de ser conduzidos com serenidade, paciência, com dedicação e com coesão do País". E concluiu que quando o País resolveu "queimar etapas e correr mais que as próprias pernas os perços pagos foram muito grandes".

Agencia Estado,

24 Março 2004 | 03h22

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