Palocci defende que FMI adote sistemas preventivos

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, explicou hoje com mais detalhes a proposta do governo brasileiro apresentada ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para que adote um sistema preventivo para os países membros da organização. Segundo Palocci, por esse sistema, que funcionaria na forma de seguro, os países teriam acesso a recursos do fundo independentemente de programas no caso de ocorrência de imprevistos que levassem a essa necessidade. Segundo o ministro, os países teriam autonomia para adotar a política econômica e os recursos não seriam determinados por protocolos e acordos. Cada país escolheria a política econômica que considerasse mais adequada. Ele disse que isso não significa, no entanto, que os países não tenham que ter responsabilidade fiscal e equilíbrio econômico. Palocci disse que o Brasil tem defendido essa proposta e continuará defendendo. Ontem, na reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o diretor gerente do Fundo, Horst Köhler, se mostrou aberto a essa discussão. Com autonomia na política econômica, ele acredita que os países vão apresentar resultados melhores do que os de pacotes predefinidos. Segundo Palocci, Köhler tem uma posição simpática a essa tese.

Agencia Estado,

01 Março 2004 | 16h23

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