Palocci descarta "folga para inflação" e mantém meta para 2006

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse hoje que não vê como positiva a discussão no sentido de trabalhar com um pouco mais de inflação. "Não devemos dar folga para a inflação", afirmou, quando questionado sobre a tese do líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), de que se deve elevar um pouco a meta de inflação para obter maior crescimento.Contudo, o ministro vê com bons olhos o debate sobre metas da inflação, até porque elas são um instrumento novo de política econômica, criado há cerca de 12 anos, disse. Mas o ministro já adiantou que não vê necessidade de mudança na meta de inflação de 2006, aprovada no ano passado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%. Na reunião do CMN deste mês, segundo Palocci, a meta de inflação para 2007 será definida.Em sua resposta, ele procurou também diferenciar o atual momento de combate à inflação do verificado no início de 2003. "No início de 2003, havia o risco de que a inflação saísse do controle", lembrou. "Ela estava em 17% em março e podia chegar a 30% no ano". Daí por que, como lembrou, a resposta da política monetária na época foi muito mais "aguda" que a que se está verificando agora.Quanto aos problemas da inflação atual, o ministro os qualificou como normais, observando que estão sendo combatidos no médio prazo. "A inflação atual não exige uma resposta tão forte e aguda quanto a do início de 2003, quando chegamos a ter um PIB negativo", disse. Ele ressaltou que o PIB de 2003 tendia a ser negativo, fosse pela alta dos juros, fosse pelo crescimento da inflação.

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