Palocci destaca queda nos preços no atacado

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse que não acredita que esteja ocorrendo uma mudança de patamar dos índices de inflação ao consumidor. Ao comentar o resultado do IGP-10 divulgado pela manhã, que foi de zero, o ministro enfatizou o recuo nos preços no atacado. Um dos componentes do IGP é o Índice de Preços no Atacado (IPA). Este Índice, que representa 60% do IGP-10, ficou com taxa negativa de 0,43% ante alta de 1,43% observada em abril. Em seguida, Palocci propôs que o País compreenda o atual esforço da política monetária, discordando dos que afirmam que o BC tenha assumido uma postura "radical, ou extremamente conservadora". Embora diga que a polêmica sobre o patamar dos juros é legítima, Palocci disse que o País precisa entender que terá ganhos no longo prazo com o aperto monetário atual. Segundo ele, o empresário que olhar e fizer um planejamento de longo prazo deve apoiar o controle da inflação, porque isso dará maior previsibilidade e equilíbrio para o País. "O País vai estar seguro e o mar calmo." Juros e câmbio O ministro discordou que a alta dos juros esteja prejudicando o ritmo da economia. Ele citou o aumento de 30% do fluxo de investimentos diretos no primeiro trimestre e a criação recorde de empregos formais no mês de abril como indicadores de que a economia segue forte. De acordo com ele, é preciso olhar as questões com cuidado. Ao ser questionado sobre as críticas dos empresários ao atual patamar da taxa de câmbio, Palocci fez uma defesa veemente do câmbio flutuante, dizendo que esta é a melhor opção para o comércio exterior. "O diabo do câmbio flutuante é que ele flutua", disse, acrescentando que por isso "nem sempre vai agradar a todos". O ministro alertou, no entanto, para dois fatores que afetaram o desempenho do câmbio desde 2004. Internamente, a alta da alíquota da Cofins sobre as exportações provocou algum ajuste. Do ponto de vista externo, houve um ajuste do mercado global de moeda. Para Palocci, o importante é que o desempenho da balança comercial não foi "abalado" nos primeiros quatro meses deste ano. Os resultados ficaram acima das previsões feitas pelo mercado em 2004 e também da projeção do governo.

Agencia Estado,

17 Maio 2005 | 13h43

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