Palocci discutirá maior representação do Brasil no FMI

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse hoje que entre as propostas que o Brasil deverá apresentar durante a reunião conjunta anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que acontece neste final de semana, está a questão da representação dos países, ou as chamadas quotas de participação no Fundo. "Tivemos um sinal importante dos governos norte-americano e inglês em relação a uma postura favorável a novas quotas. Acabei de falar com o Gordon Brown (o secretário do Tesouro inglês) sobre as questões dos acordos preventivos do FMI. Ele apóia a posição do Brasil", disse Palocci, após participar do almoço do G-7 (grupo dos países mais desenvolvidos) na sede do Tesouro norte-americano. Palocci lembrou que os critérios existentes para determinar a representatividade dos países datam da criação das instituições de Bretton Woods, depois da Segunda Guerra Mundial. "Esses critérios nunca foram atualizados, o que faz com que países que cresceram muito, como o Brasil, China e Índia, estejam subrepresentados no FMI, ou seja, o nosso poder de decisão é absolutamente menor que nós representamos para a economia mundial", disse Palocci. "Os países emergentes representam hoje um peso no mundo que não se refletem no FMI ou no Banco Mundial. Essa tese é vista com simpatia pelo diretor-geral do FMI, Rodrigo de Rato, e também do governo norte-americano", explicou Palocci. Palocci ressaltou que o Brasil não tem necessidade de um novo acordo com o FMI, mas quer construir um instrumento no Fundo que sirva como um programa preventivo. "Essa discussão está evoluindo bem", disse, destacando que outro objeto do debate é o acordo de perdão da dívida dos países pobres.

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