Coluna

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Palocci disse que déficit zero não é para já

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse hoje que a proposta do deputado federal Delfim Netto (PP-SP) não se resume ao déficit zero, mas também à limitação dos gastos públicos para os próximos seis anos, buscando reflexos nos investimentos. "O debate não é buscar déficit nominal zero, mas um esforço fiscal de longo prazo que pode vir a produzir um déficit zero ao longo de seis a dez anos", afirmou.Ele disse que não há necessidade de o País buscar o déficit nominal zero porque, mantido o atual patamar de superávit primário, de 4,25% do PIB, durante dez anos, as despesas e as receitas do governo ficarão equilibradas no fim desse período, incluindo as despesas com juros. Palocci disse que simulações feitas pelo Ministério indicam esse resultado. "Não se trata da busca do déficit nominal por si, mas sim de um projeto fiscal de melhor controle dos gastos públicos para o Brasil por um longo período de 10 anos", afirmou.De acordo com o ministro, um estudo já divulgado mostra que nos cinco anos anteriores ao governo Lula a despesa cresceu a uma média de 5,4% ao ano. Nos dois primeiros anos do atual governo, essa média caiu para 3,4% ao ano.Palocci declarou que há dois meses foi apresentado um plano de combate ao déficit da Previdência que não questiona os direitos dos aposentados. "Para reduzirmos o déficit, não precisamos mudar os direitos dos beneficiários, mas corrigir a segurança do sistema e criar uma estrutura mais eficiente na Previdência", disse.

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