Palocci diz que crescimento veio sem "mágica ou medida exótica"

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, destacou que o rigoroso crescimento verificado no País está sendo obtido sem "mágicas no processo e sem nenhuma característica exótica". Segundo ele, o crescimento consistente se deve a três características clássicas que o País conseguiu combinar ao longo dos últimos anos: equilíbrio fiscal, controle da inflação e contas externas fortes. Com isso, segundo Palocci, conseguiu-se um crescimento com aumento de emprego e geração de renda e aumento da massa salarial. Palocci disse ainda que definitivamente é possível dizer que a economia brasileira passa por um ciclo virtuoso de crescimento sustentado. De acordo com ele, os dados divulgados hoje pelo IBGE mostram constatações importantes para o futuro de médio e longo prazo do País. A primeira constatação é de que o custo do ajuste feito em 2003, depois da crise econômica de 2002, foi menor do que o inicialmente previsto. Isto porque o IBGE revisou o PIB de 2003 de -0,2% para +0,5%. Palocci afirmou que se comparados a outros países que passaram por ajustes semelhantes, os dados mostram que a economia brasileira está crescendo vigorosamente. Ele disse ainda que com o PIB positivo em 2003 as bases de crescimento este ano se tornam ainda mais sólidas. Importância de reformas microeconômicas Palocci disse que é necessário continuar as reformas microeconômicas para dar sustentação ao crescimento da economia. Ele defende, entre outras mudanças, a reforma do sistema brasileiro de defesa da concorrência, a aprovação dos projetos das agências reguladoras e da Lei de Falências. O ministro disse ainda que o atual ciclo de crescimento difere do verificado em outros momentos da história brasileira porque estão incorporados à economia formal setores antes excluídos. Por isso, ele destacou a importância de medidas como a assinada, ontem, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de fortalecer o microcrédito. Palocci disse que a geração de emprego ainda não é suficiente para atender às demandas do País. Por isso, o governo continuará perseguindo medidas que aumentem a geração de empregos. Mas disse que serão "medidas corretas, não invenções".

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