Palocci diz que País agora precisa de crescimento

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou nesta quinta-feira à noite que o País já pode virar página: antes precisava de ?credibilidade, credibilidade e credibilidade? e agora, seis meses depois do início do novo governo, precisa de ?crescimento, crescimento e crescimento?. Para o ministro - que participou da entrega do prêmio Melhores e Maiores, promovido pela Revista Exame - todos os instrumentos possíveis devem ser utilizados para atingir o crescimento econômico sustentado. ?A seu tempo, no momento adequado, nos valores e na dimensão adequada, todos os instrumentos precisam ser colocados ao longo do próximo período à disposição do processo produtivo?, disse o ministro, para quem a política monetária ?não pode fechar os olhos? para a deflação que está acontecendo. Questionado se os juros devem cair na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), Palocci afirmou que ?os sinais apontam para isso?. ?O Copom já começou a fazê-lo na última reunião, e a tendência agora é de que continue o ajuste levando em conta a convergência da inflação?, disse. Palocci disse estar convicto de que em 2004 a inflação atingirá o centro da meta, de 5,5%. Apesar disso, o ministro se recusou a dar como ?esquartejada? a inflação: ?Nunca se pode dizer que a inflação deixou de ser um problema. O combate à inflação é um combate permanente, mas sem dúvida nenhuma o risco da inflação explosiva que tínhamos desaparece das notícias porque a inflação começa a desaparecer como um problema econômico?. Sobre o impacto do aumento das tarifas telefônicas, Palocci disse que o reajuste já era considerado na inflação, ?por se tratar de contrato que já era absolutamente previsto?. E lembrou que o governo se preocupa com os preços dos combustíveis na inflação. ?Estamos não preocupados apenas com aquilo que vai acontecer daqui a uma semana, mas também em verificar se do ponto de vista do câmbio e do preço do petróleo no exterior podemos manter preços os menores possíveis?, disse. Sobre as ações na Justiça que tentam barrar os reajustes na área de telefonia, o ministro da Fazenda afirmou que as decisões judiciais têm que ser cumpridas. ?Nós traçamos questões dos setores de infra-estrutura, como telecomunicações e energia, em função de contratos que estão assinados e que têm que ser respeitados. No médio prazo, estamos reconstruindo esses contratos de maneira que eles se tornem contratos mais eficientes para as empresas e principalmente para o consumidor, porque eles previam mecanismos de aumentos em alguns casos muito elevados?, afirmou. ?É um processo de construção que precisa ser feito. O governo não pode atropelar o processo normal de construção nessas áreas?, complementou Palocci. A entrega do prêmio Melhores e Maiores da Revista Exame aconteceu no Clube Monte Líbano, na zona Sul da capital paulista. A empresa do ano foi a Mahle Metal Leve, do setor de autopeças.

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