Palocci e Amorim chegam à noite a Assunção

Os ministros brasileiros da Fazenda, Antônio Palocci, e de Relações Exteriores, Celso Amorim, devem se juntar ao seus colegas da Argentina, Paraguai e Uruguai somente amanhã, já que chegarão a Assunção na noite desta segunda-feira. A agenda do encontro da 24ª Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC), do qual fazem parte ainda os presidentes dos Bancos Centrais, é extensa e, embora os temas estejam concentrados em aspectos econômicos e comerciais, a declaração final dos presidentes, na quarta-feira, deverá ser mais política do que técnica.A 24ª cúpula de presidentes do Mercosul, marcada para esta quarta-feira, será precedida pela reunião de ministros hoje (segunda-feira), a partir das 15h (16h de Brasília), e amanhã (terça-feira), na sede do Yacht e Golf Clube paraguaio, a quase 10 quilômetros do centro de Assunção. Entre os assuntos em pauta estão: 1) Harmonização de políticas macroeconômicas. O Paraguai, que exerce hoje a presidência pro tempore do Mercosul, quer um compromisso político "sério e responsável" para levar adiante essa meta. 2) Estabelecimento de políticas comerciais comuns. O Paraguai e o Uruguai querem uma flexibilização da Tarifa Externa Comum (TEC). Os dois países exigem um ajuste de acordo às suas necessidades e, dizem, para poder negociar em melhores condições na Área de Livre Comércio das Américas (Alca). 3) Discussão sobre as assimetrias (diferenças) econômicas. 4) Relacionamento externo. Entre as prioridades estão a Alca e as negociações com a União Européia e a Comunidade Andina de Nações (CAN).5) Fortalecimento Institucional. Todos esses temas serão debatidos a partir desta segunda-feira à tarde e amanhã pelos ministros, que, depois, encaminharão as suas recomendações aos presidentes do bloco na quarta-feira, quando começa a reunião de cúpula. Ao final do encontro, os presidentes devem divulgar a Declaração de Assunção e, depois, conceder uma entrevista coletiva. Segurança reforçadaEmbora os presidentes comecem a chegar à capital paraguaia só a partir de amanhã, o policiamento já é ostensivo em Assunção. De acordo com a chancelaria paraguaia, efetivos das Forças Armadas serão enviados às principais ruas e avenidas, por onde as delegações deverão passar, até o local das reuniões. Haverá ainda controles terrestres, aéreos e pluviais, com a participação do Exército e da Força Aérea. O patrulhamento será de responsabilidade da Polícia Nacional. Não faltarão atiradores de elite em vários pontos estratégicos para dar maior segurança aos presidentes do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile e Venezuela, além de outros convidados.

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