Palocci é um pão-duro, diz presidente da Famato

O presidente da Federação de Agricultura do Mato Grosso (Famato), Homero Alves Pereira, disse hoje que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, é "pão-duro". A área econômica do governo tem resistido ao pleito dos agricultores de liberação de recursos para o setor agropecuário. "O Palocci, se não tem preconceito com a área agrícola, é um pão-duro", afirmou.O presidente da Famato, que é o coordenador do "tratoraço" disse que a área econômica tem sido muito insensível com os produtores e que as liberações de recursos estão sendo feitas a fórceps. "O Ministério da Fazenda tem ouvidos moucos", disse. Ele contou que esteve reunido na manhã de hoje com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, na tentativa de encontrar caminhos para que sejam atendidos os pleitos dos agricultores.Eles pedem, entre outros pontos, autorização para compras a prazo junto aos fornecedores de insumo e máquinas agrícolas; inclusão das dívidas de custeio e investimento dos produtores que tiveram dificuldades de comercialização da safra 2003/04; readequação das dívidas do Programa Especial de Saneamento de Ativo (Pesa) e securitização; seguro rural; proibição de importação predatória de produtos agrícolas e recomposição do orçamento do Ministério da Agricultura."Não devemos retirar nada do que estamos pedindo, mas isso não significa dizer que seremos 10%% atendidos", disse Homero após a reunião com Rodrigues, que tem sido o interlocutor entre os produtores e o Palácio do planalto.O presidente da Famato pediu também a liberação de recursos já anunciados pelo governo e citou a aplicação de R$ 1 bilhão para apoiar a comercialização de arroz, algodão e farinha de mandioca. "Não queremos anúncio; queremos efetividade", disse o líder mato-grossense. Ele disse estar confiante de que o governo aceitará parte das reivindicações do setor. "O governo não pode se pautar só pela crise política. Ele precisa avaliar também a situação econômica.", afirmou Homero. Segundo ele, sem soluções a curto prazo os produtores deverão reduzir a área plantada na safra 2005/06, que começa a ser cultivada em setembro.

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