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Palocci fala em "progressivo recuo da inflação"

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que é médico, recorreu à medicina para justificar a manutenção dos juros em 26,5% ao ano. Disse que "o mais comum dos erros nas doenças graves é interromper o tratamento na metade". Ele afirmou que quando acontece isso, "a doença fica ainda mais danosa". O ministro fez a referência após citar a queda do risco Brasil, a valorização do real "e o progressivo recuo da inflação", em discurso no encerramento do 15º Fórum Nacional, no Rio.Segundo o ministro, a taxa de juros vai baixar quando houver condições. De acordo com Palocci, o governo vem cumprindo todos os compromissos que assumiu e citou, entre eles, o de que "não seria leniente com a inflação".Para ele, as reformas tributária e previdenciária vão "construir alicerces estáveis para retomada sustentável do crescimento." Citou também a reforma da lei de crédito e a lei de falências como medidas para reduzir os juros cobrados pelos bancos. O ministro da Fazenda destacou que o Brasil precisa aumentar a participação no comércio mundial como estratégia de desenvolvimento. Ele afirmou que a proporção da dívida no PIB, de 54,2%, deve cair para menos de 40% no longo prazo. "Isso já está sendo feito, sem aumentar a carga tributária", garantiu. Palocci disse que o Ministério da Fazenda quer criar condições macroeconômicas "para ter um crescimento de pelo menos 4,5% ao ano".

Agencia Estado,

22 de maio de 2003 | 15h59

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