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Palocci minimiza efeito de discussão sobre o câmbio

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci Filho, minimizou hoje os possíveis efeitos dos sucessivos debates públicos sobre temas econômicos como câmbio e juros que têm sido promovidos por autoridades do governo Lula, como por exemplo, as declarações do líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante, e do vice-presidente da República, José Alencar. Segundo Palocci, o debate econômico é presente no Brasil mas sua equipe não irá se comover com essas discussões."Vamos sempre analisar o que tem que ser feito na hora certa. Isso está sendo feito assim, as coisas estão caminhando bem, e continuará sendo feito assim", disse Palocci após audiência com o vice-presidente Alencar. "Não estamos nos apressando nem perdendo nossa serenidade e tranqüilidade em função dos debates", completou.Palocci disse também que as discussões públicas sobre temas econômicos não têm gerado efeitos sobre o mercado financeiro. "O mercado compreende que o debate é necessário e importante, mas não é ele que conduz o processo econômico", disse Palocci. "O governo tem uma postura muito firme em relação ao processo econômico."Para o ministro, existem outras razões que fazem com que os mercados andem "para cima, para baixo ou de lado." Ele deixou claro, entretanto, que sua avaliação não significa que considere as declarações do senador Mercadante como inócuas. "Não quero dizer que (as declarações) são inócuas, isso seria um desrespeito ao senador. O debate é sempre bem-vindo, mas a condução da política econômica se dá dentro de uma programação já anunciada ao País. Nós não vamos sair da linha", disse.Palocci afirmou que não entende as declarações dadas pelo chefe da missão do FMI, Jorge Márquez-Ruarte, como um sinal de cautela para o Banco Central. Ruarte já disse duas vezes que apesar da queda da inflação, a situação ainda requer cautela. "O FMI jamais conversou conosco sobre decisões do Copom."Palocci disse também que o Comitê do BC tem autonomia para tomar suas decisões. "O que nós estamos avaliando hoje positivamente é a queda da inflação. Se ela é suficiente ou não para uma seqüência de medidas relativas a juros é uma avaliação que vamos fazer", disse. O ministro disse ainda que cautela é uma norma seguida por todos em sua equipe. "Cautela e canja de galinha sempre são uma norma aqui para nós. Não faz mal a ninguém, principalmente na área econômica."

Agencia Estado,

08 de maio de 2003 | 19h32

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