Palocci não comenta Copom e destaca controle da inflação

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse hoje em Assunção, onde participa da XIV Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC) do Mercosul, que não dará palpite sobre a decisão que será tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e limitou-se a fazer uma referência ao desempenho da economia. "Os números (da economia) são melhores do que seis meses, do que cinco meses, do que quatro meses atrás, e contra números não há o que discutir", afirmou. Ele ressaltou que a inflação está convergindo para as metas. "O esforço feito no primeiro semestre tirou o Brasil da crise aguda", disse. Em rápida entrevista a jornalistas, Palocci disse que, se a inflação for anualizada entre fevereiro de 2002 e fevereiro de 2003, "teríamos um índice de 40% este ano. Mas para os próximos 12 meses (a projeção) está em 7,76%". Indagado se o atraso (considerado por alguns setores) na decisão de reduzir os juros não estaria prejudicando o crescimento da economia, ele respondeu que "não dá para marcar data para a retomada do crescimento econômico". Lembrado de que a pressão política e empresarial é cada vez maior para que o governo decida por uma redução nas taxas de juros, o ministro respondeu que isso é positivo, já que significa que esses setores querem que o Brasil cresça. De acordo com ele, a prioridade é a estabilidade macroeconômica, que servirá como plataforma para a retomada do crescimento. "Há baixo crescimento hoje, mas o importante é a estabilidade." Risco país abaixo de 700 pontosPalocci afirmou que o "ajustamento" fiscal e monetário feito até agora teve resultados muito significativos e, em decorrência disso, houve uma queda importante no risco país ? taxa que mede a confiança dos investidores na capacidade de pagamento da dívida do País ?, que recuou de mais de 2.400 pontos básicos para menos de 700 pontos. O ministro lembrou ainda que as linhas de crédito retornaram integralmente ao País. "Nosso acesso aos mercados permitiu, na semana passada, emitir títulos de 10 anos com taxas de juros menores do que há um ano", afirmou o ministro, ao se referir à confiança da comunidade financeira internacional em relação ao Brasil.

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