Palocci não descarta usar nova linha de crédito do FMI

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, deixou aberta a possibilidade de o Brasil se qualificar para uma linha de crédito preventiva do Fundo Monetário Internacional (FMI) - uma espécie de cheque-especial - caso ela seja criada. Durante reunião do FMI realizada em abril, o governo brasileiro defendeu a proposta de criação da linha, mas, na época, Palocci afirmou que se tratava apenas de uma idéia para mudar procedimentos do Fundo e que o Brasil não tinha interesse específico nela.No entanto, ao falar com a imprensa depois de reuniões com o diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, e com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, John Snow, nesta quarta-feira, o ministro da Fazenda não quis descartar a possibilidade de o Brasil se qualificar para o programa."Lógico que, quando propomos uma linha como esta, de crédito preventivo, é porque nós achamos que ela é interessante para todos os países, inclusive para o Brasil", afirmou Palocci. Mas ele disse que o Brasil não está criando alternativas para o seu atual acordo com o Fundo, que termina em março do ano que vem."O Brasil está neste momento realizando um acordo que nós já consideramos preventivo. Ou seja, o que nós estamos propondo ao FMI como uma mudança institucional, o Brasil já faz, e nós achamos que funciona. Sobre o ano que vem, nós vamos pensar no ano que vem."

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