Palocci pede coesão social e diz que crise no mercado é passageira

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, defendeu hoje uma "coesão social" para garantir a estabilidade econômica duradoura e disse que as fortes oscilações dos mercados financeiros dos últimos dias são fruto de perspectivas de crescimento econômico no mundo. "Temos que observar que todos os problemas econômicos existentes são decorrentes de crescimento", disse, lembrando a expectativa de aumento nos juros dos Estados Unidos e de uma reavaliação do crescimento da China "Quem dera que sempre a economia pudesse ter problemas por causa de crescimento. Pior seria um ajuste por crises de ativos ou mercado. Não é isso que estamos vendo", disse.Na avaliação do ministro da Fazenda, o processo de retomada de crescimento mundial provoca ajustes nos juros e no câmbio, o que naturalmente mudar a composição das carteiras de investimentos dos agentes econômicos. "Isso dá certo calor ao debate, no comportamento dos mercados, mas não devemos nos preocupar", afirmou. "Existem mudanças de carteira dos investidores e isso provoca reações, sensações de preocupação, mas temos que ter tranquilidade porque a economia brasileira vai bem".Palocci avaliou que vulnerabilidade externa do País está sendo vencida pela política econômica correta, que ?baixou a inflação, o risco e deixou o dólar flutuar?. Segundo ele, o regime de câmbio flutuante permitiu um forte crescimento do comércio exterior. ?Nós estamos batendo todos os recordes, de exportação e de balança comercial. Esse movimento não precisa de reforço. Ele precisa de incentivo?, afirmou.O ministro da Fazenda ponderou que é preciso acreditar que o Brasil tem condições de fazer de 2004 um primeiro ano de um ciclo de crescimento de longo prazo. ?Tudo que o Brasil precisa na sua economia é estabilidade de longo prazo, segurança do equilíbrio do seu Orçamento, inflação baixa e crescimento por vários anos. É isso que o Brasil precisa buscar. E para isso precisa coesão social. Todo o País voltado para as reformas?, afirmou. Para ele, é preciso pensar o Brasil de longo prazo.

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