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Palocci pede regulamentação leve para setor sucroenergético

Deputado afirma que 'o próprio mercado conseguirá criar mecanismos que limitem os preços do álcool'

Célia Froufe, da Agência Estado,

14 de outubro de 2009 | 13h38

O deputado Antonio Palocci (PT-SP) defendeu nesta quarta-feira, 14, uma regulamentação leve para o setor sucroenergético brasileiro. "Não vão pedir muito espaço porque o Estado gosta e depois não sai mais. E não ajuda muito", argumentou a uma plateia de especialistas em cana-de-açúcar e derivados durante seminário "O Setor Sucroenergético e o Congresso Nacional: construindo uma agenda positiva".

 

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Palocci disse que a sugestão de se ter uma regulamentação mínima se deve à avaliação de que o próprio mercado conseguirá criar mecanismos que limitem o setor. "Com o carro flex (movido a álcool e gasolina), o consumidor decide que tipo de combustível ele quer consumir", afirmou.

 

Assim, de acordo com o parlamentar, não é necessário que o governo obrigue o setor a produzir para evitar falta de produto no mercado. "A tecnologia nos trouxe isso de bom. Se o produtor não tiver álcool, ele simplesmente não vende", disse.

 

Palocci salientou que é preciso, porém, evitar o avanço do plantio da cana em áreas de floresta amazônica para que o Brasil não corra o risco de ter as "portas fechadas eternamente" para o etanol brasileiro. Para ele, infelizmente, circula no exterior a informação inverídica de que o álcool brasileiro é produzido na Amazônia. "É preciso combater isso com informação e legislação criteriosa", observou.

 

O deputado não se diz contrário ao desenvolvimento da região e afirmou ser favorável, inclusive, à Zona Franca de Manaus. "Mas não sou favorável ao plantio indiscriminado", acrescentou.

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