Palocci prega "eliminação do protecionismo comercial"

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse hoje que a "eliminação do protecionismo comercial" dos países ricos é mais importante do que as doações e a ajuda social que esses países dão às nações subdesenvolvidas e em desenvolvimento. Palocci participa hoje, no Palácio do Itamaraty, do seminário internacional de dois anos do programa Bolsa-Família.Segundo o ministro, a eliminação dos subsídios não precisa ser imediata, mas é importante que se desencadeie um processo de redução progressiva das medidas de proteção. "Que leve 15 anos, mas, se tivermos perspectivas de redução dos subsídios, já será um grande avanço", afirmou Palocci durante o debate no Itamaraty, do qual participa também o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias.Política de empregosEm resposta a perguntas da platéia sobre política de criação de emprego formal, Palocci destacou que esse tipo de emprego tem tido uma evolução positiva nos últimos anos, melhor do que a verificada no período do governo anterior.No entender de Palocci, isso pode ser explicado por um melhor ritmo de crescimento econômico - que passou de uma média de 2% para uma de 4% -, por ações do governo de combate à informalidade, por programas como o microcrédito e pelo aumento da bancarização da população.O ministro disse também que não é desprezível o potencial de aumento da formalidade do trabalho no Brasil, porque o País ainda apresenta alto índice de informalidade. Para ele, trabalhar com medidas que chamou de "porta de saída" do programa Bolsa-Família, como o microcrédito, Pronaf e outros programas que precisam ser integrados, pode acelerar o crescimento do emprego formal.InvestimentosO ministro citou também como outra medida que pode contribuir para isso o projeto de Pré-Empresa, que está no Congresso Nacional e facilita a formalização de trabalhadores informais e normalmente beneficiados pelo Bolsa-Família.Em resposta a questionamento sobre lançamento de títulos para financiar investimentos sociais, Palocci disse que, embora não tenha feito um lançamento, o governo tem trabalhado com isso no Tesouro Direto, em que existe a opção de doação para programas sociais.

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