Palocci quer nova regra para infra-estrutura em acordo com FMI

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, confirmou hoje que o Brasil espera que o Fundo Monetário Internacional (FMI) adote num curto prazo de tempo mudanças nas regras para investimento em infra-estrutura. Segundo ele, o diretor-gerente do fundo, Horst Köhler, em reunião ontem, mostrou apreço pela proposta e informou que vai propor à diretoria do fundo nas próximas reuniões que a organização apresente uma proposta objetiva. Segundo Palocci, pela proposta apresentada, os investimentos que tiverem retorno financeiro seriam vistos de uma forma diferente pelo Fundo. "Não se pode ver todos os investimentos como gasto público". Segundo o ministro, caberia a cada país definir em quais os investimentos poderia haver essa distinção. Ele disse que a demanda nos países não são idênticas e que por isso não seria adequado aplicar uma receita pré-determinada pelo fundo para todos. Ele disse que o FMI só teria a ganhar com essas mudanças. Palocci admitiu que a questão é complexa, mas lembrou que o fundo já teve a experiência com o Brasil na área de saneamento, cujos investimentos no último acordo foram tratados de forma diferenciada. O ministro disse que o Brasil não está propondo nenhuma mudança contábil para esconder os investimentos no cálculo do superávit. "Não se trata de uma mágica", disse. Ele afirmou que acha natural que o Fundo crie critérios mínimos para a criação dessas regras, mas enfatizou a necessidade que o País estabeleça quais os investimentos têm retorno e podem ter a nova regra aplicada. "Isso é uma discussão em aberto, cujo formato está sendo construído", afirmou.

Agencia Estado,

01 Março 2004 | 16h33

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