Palocci quer tirar os juros da agenda do crescimento

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse neste domingo que o governo não aceitará mais tratar a discussão sobre o crescimento econômico apenas sob o ponto de vista da política de juros do Banco Central. ?A consolidação do crescimento não vem de decisão de taxa Selic. É uma agenda suplementar, ampla, que precisa ser desenvolvida?, afirmou. A agenda de crescimento foi detalhada na edição deste domingo de O Estado de S. Paulo.Palocci informou que o Conselho Monetário Nacional (CMN) irá trabalhar na definição desta agenda. ?O que o presidente Lula tem pedido é um mecanismo no qual o Conselho define a agenda e uma série de pressupostos e expectativas em direção a níveis de crescimento progressivos ao longo dos anos, e estabelece também uma meta de inflação compatível com isso?, disse. A idéia é trabalhar com expectativas, que serão moldadas de acordo com as ações propostas pelo governo. ?Estabelecemos uma agenda pressupondo que o cumprimento dela aumenta o PIB do Brasil e permite atingir valores mais altos de crescimento?, disse. Uma das medidas previstas é a desoneração da folha de pagamento das empresas, mas ainda não há uma definição sobre a forma de isenção. ?Se vai ser 50% de cada salário ou o sobre o primeiro salário mínimo de cada salário ainda não está definido?, afirmou. Para o ministro da Fazenda, todo esforço deve estar concentrado na execução dessa agenda de medidas. ?O que pode garantir essa elevação do PIB potencial do Brasil é você cumprir uma agenda que diz respeito a acesso a crédito, a lei de recuperação das empresas, de parcerias público-privadas, de investimentos em infra-estrutura?, disse.Na avaliação de Palocci, insistir na discussão do crescimento econômico apenas olhando a taxa básica de juros é um equívoco. ?Insisto, a agenda não é restrita ao BC, nem ao próprio Ministério da Fazenda. É algo que precisa de trabalho coordenado do País, do empresário, do Congresso Nacional?, disse. Para o ministro, o ajuste promovido pela política monetária ao longo de 2003 foi fundamental para que o País entrasse na rota de crescimento. ?Agora, já estamos no quarto trimestre de crescimento seguido, então a questão da taxa de juros deixa de ser prioritária?, disse.

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