Palocci tem prazo para responder à proposta de pacto social

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, terá pouco mais de 15 dias para responder à proposta de um pacto entre empresários, trabalhadores e governo que permita a retomada imediata do crescimento econômico do País. O secretário de Desenvolvimento Econômico e Social, Tarso Genro, disse nesta segunda-feira, ao final da reunião do Grupo de Trabalho do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), em São Paulo, que essa proposta e outras colocações feitas por esses setores da sociedade serão discutidas entre os órgão do governo. Ele afirmou também que o ministro Palocci irá, no dia 14 de agosto, durante a plenária do CDES, dar as primeiras respostas a essas sugestões. Amanhã, terça-feira, outro grupo do CDES vai também se reunir com o secretário no Rio de Janeiro, de onde devem sair outras propostas que serão encaminhadas ao governo federal para dar um rumo de crescimento ao País. "Temos de ter claro, entretanto, que a solução para impasses antigos, seculares, da sociedade brasileira não são resolvidas nunca com um tiro só e nem com voluntarismo", alertou Genro, logo depois da reunião do Conselho. Consenso Genro contou que todos os membros do CEDS coincidiram na avaliação de que o governo precisa ser mais ousado para reduzir, por exemplo, os juros. Entretanto, acrescentou o secretário, "ninguém aqui (na reunião) impugnou a política macroeconômica do governo". Entretanto, a maioria dos empresários, sindicalistas e representantes da sociedade civil avaliou que o governo tem errado na dose do remédio para controlar a inflação, prejudicando a retomada do crescimento. Indagado se o diagnóstico da crise social feita pelos empresários era compartilhada por ele e pelo governo, Genro concordou. Mas, acrescentou ele imediatamente depois, "trata-se de uma emergência de 50 anos, que agora veio à tona e se tornou mais clara porque temos um governo democrático e aberto para ouvir a sociedade."

Agencia Estado,

28 Julho 2003 | 19h40

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