Palocci tem reunião no café com autoridades dos EUA

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, esteve reunido hoje em Washington, durante café da manhã, com autoridades do governo norte-americano. "Estavam aqui as pessoas que realmente precisam entender a política brasileira e acreditamos que elas saíram do café da manhã com um entendimento melhor", comentou o enviado da Casa Branca para a América Latina, Otto Reich. Questionado sobre as recentes manifestações do ministro brasileiro, pedindo maior abertura comercial, Reich disse que é decisão do governo americano uma abertura completa dos mercados no hemisfério ocidental. Segundo ele, essa é a filosofia que está por trás da proposta da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). "Acreditamos que temos o mercado mais aberto do mundo e por isso somos o maior mercado do mundo", disse Reich. Participaram do café da manhã o vice-ministro de Comércio dos Estados Unidos, Peter Allgeier; o diretor para América Latina do Conselho de Segurança Nacional, John Maisto, e seu futuro sucessor, Thomas Shannon; o presidente do Eximbank, Phillip Merryl, e o subsecretário para Assuntos Internacionais do Tesouro, John Taylor. O ministro Antônio Palocci encontra-se ainda hoje com o ministro do Comércio, Robert Zoellick e em seguida participará em seguida de alm oço no Institute for International Economics. Palocci terá ainda audiência com o vice-presidente para a América Latina, do Banco Mundial, David Ferranti. Falta de apoio à guerraOtto Reich reclamou da falta de apoio recebida pelos Estados Unidos em sua iniciativa contra o Iraque. "Gostaríamos de ter tido mais compreensão e apoio nesse hemisfério para a nossa posição", disse Reich. "Não entendemos por que os países não se dispuseram a apoiar as 17 resoluções da ONU", acrescentou. Segundo Reich, as forças da coalizão anglo-americana ainda estão concentradas em batalhas no Iraque, mas já estão no controle de todas as cidades daquele país. "Isso é muito bom para apenas 25 dias", afirmou, referindo-se ao período do conflito. Ele reafirmou que na avaliação do governo americano foi feita "a coisa certa" no Iraque. "A reação do povo iraquiano mostra isso; o Exército não apoiou a ditadura brutal de Saddam Hussein".

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