Palocci vê sinal positivo em recuo da projeção de inflação

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou hoje, após reunião com os líderes da base aliada do governo, que a queda das expectativas de inflação foi o efeito mais importante derivado da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir em 0,5 ponto porcentual a taxa Selic ? de 26,5% para 26% ao ano ? no mês passado. "O mais importante da decisão do Copom não foi reduzir em meio ponto a Selic. O mais importante é que há 11 meses os juros estavam em uma curva ascendente e depois da decisão do BC esta curva inverteu para baixo e ainda assim as expectativas de inflação continuaram caindo", disse Palocci. O ministro comentou ainda que é importante perceber que as projeções feitas pelos analistas de mercado para a inflação dos próximos 12 meses e para a inflação em 2004 estão abaixo do estimado pelo próprio governo. "Não vou comentar decisões do Copom nem antes nem depois, mas as tendências estão claramente estabelecidas, por isso podemos ter agora uma pauta de crescimento", disse o ministro ao ser questionado se o cenário econômico estaria favorável para novas reduções da taxa Selic. Ministro ressalta otimismo brasileiro O ministro comentou o estudo do Banco Mundial, que alertou para o risco de o Brasil enfrentar episódios de turbulências econômicas. Segundo ele, o "pessimismo existe, mas o que é mais forte no Brasil é o otimismo". Segundo ele, é importante ver que no ano passado havia uma forte crise, mas a economia reagiu. Palocci sustentou que isso "não é discurso, é a economia real, como é o caso do agronegócio", ao ressaltar que a economia tem capacidade de reação. O ministro reconheceu que é preciso reforçar os dispositivos que assegurarão a aceleração do desenvolvimento e, para isso, é preciso superar os gargalos hoje existentes. Segundo ele, esses gargalos estão no saneamento, energia, no crédito e nos juros de longo prazo. O objetivo da política econômica, disse o ministro, é olhar para os setores mais frágeis da economia, pois é olhando para o desenvolvimento social que o País vai conseguir uma estabilidade de longo prazo na economia.

Agencia Estado,

08 Julho 2003 | 13h13

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