coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Pan abre primeira franquia e quer fechar o ano com 11 lojas

A Pan Produtos Alimentícios Nacionais S/A , que eternizou sua marca com os cigarrinhos Pan, deu mais um grande passo. Depois de, em 2001, ter rompido com a estrutura familiar ao colocar no comando um profissional do mercado, a empresa parte, agora, para a abertura de franquias. Esse formato de loja poderá agregar 30% ao faturamento deste ano, que deve alcançar R$ 35 milhões, ante R$ 21 milhões em 2001.A primeira loja, a Chocolateria Pan, foi aberta no ABC Plaza, em São Bernardo do Campo. Em abril, mês de estréia, o faturamento da unidade surpreendeu ao atingir R$ 150 mil. "As vendas foram alavancadas pela Páscoa e a previsão é de uma receita mensal por volta de R$ 60 mil/mês", explicou Adriano Aliberti, sócio-proprietário e neto do fundador da Pan, Aldo Aliberti. O carro-chefe de vendas chocolateria tem sido a linha de bombons à base de avelãs e os licorosos.InvestimentosA abertura do ponto-de-venda, segundo o sócio, exigiu investimentos da ordem de R$ 220 mil, numa área de 32 metros quadrados. A previsão é de, até o final de 2002, inaugurar mais dez lojas, todas dentro de shoppings, no sistema de franquia. "Essa é uma loja piloto e ainda estamos em fase de análise, mas os resultados revelam que as franquias vão decolar em breve", informou.O diretor-geral, Laercio Torres, foi o responsável pela remodelação da fabricante de chocolates, pão de mel, granulados e balas. Ao assumir o cargo, em fevereiro do ano passado, tomou medidas imediatas para tornar a empresa competitiva no mercado e tirá-la da estagnação que amargava por quatro anos consecutivos, com um faturamento de R$ 20 milhões/ano. Reduzir preços e ganhar escala de produção foram as primeiras providências. Além disso, o mix de produtos foi diminuído, inicialmente, de 135 para 75 itens e, depois, para 50 artigos, em janeiro deste ano. Ficaram aqueles de maior giro e rentabilidade.LogísticaA logística foi outra preocupação de Torres para manter o abastecimento do produto em todo mercado nacional. A meta para 2002 é reforçar as vendas de produtos nos supermercados de porte e atingir venda nacional até dezembro. Em 2000, cerca de 80% do volume de negócios da empresa foi registrado no Estado de São Paulo e o restante, fora, percentual que a empresa pretende dividir meio a meio até o final deste ano.Leia mais sobre Alimentos e Bebidas, Comércio e Serviços no AE Setorial, o serviço da Agência Estado voltado para o segmento empresarial.

Agencia Estado,

17 de maio de 2002 | 16h54

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.