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Panorâmica

Invasão chinesa no sul de Minas

, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2011 | 00h00

O anúncio da construção da fábrica de R$ 334 milhões da gigante chinesa XCMG em Pouso Alegre, sul de Minas Gerais, deve ser somente o primeiro de uma série. A companhia já está prospectando parceiros para acompanhá-la no seu primeiro investimento fora da China. O objetivo é criar um cluster de equipamentos para construção civil na cidade mineira. Segundo Luiz Sette, advogado que assessorou o grupo chinês nessa nova empreitada, o contrato tem uma cláusula que prevê estender os mesmos incentivos aos fornecedores. Além de incentivos fiscais, como redução de ICMS industrial e isenções de impostos municipais, o grupo recebeu da prefeitura uma área de 225 mil metros quadrados. Maior companhia do seu setor na China e uma das maiores do mundo, no Brasil a XCMG pretende produzir guindastes, rolos compactadores, motoniveladoras, escavadeiras e pás-carregadeiras. "Outras empresas virão no rastro das chinesas Foxconn e Sany, concorrente da XCMG que recentemente anunciou fábrica em Sorocaba (SP)", aposta o advogado, do escritório Azevedo Sette. Após três meses de estudo, Pouso Alegre levou a melhor por causa da localização e pela proximidade com Itajubá, que tem boas escolas técnicas.

MERCADO IMOBILIÁRIO

O futuro de Wilson Amaral

O executivo Wilson Amaral, que acaba de deixar a presidência da Gafisa após quatro anos no cargo, tem dito aos amigos que quer voltar a fazer turnaround de empresas. Também reconhece ser difícil dissociar sua saída dos resultados ruins apresentados pela Gafisa no primeiro trimestre do ano. A incorporadora ainda sofre impacto da compra da Tenda. Mas, na verdade, sua saída já estava programada para 2009. Só não saiu antes porque houve uma crise no meio do caminho. Com 58 anos e 3 filhos, Amaral quer diminuir seu ritmo de trabalho. No lugar dele, assumiu interinamente Duilio Calciolari. A Gafisa contratou uma empresa de headhunting para procurar outros candidatos.

MERCADO IMOBILIÁRIO 2

Em busca da rentabilidade

A incorporadora MRV, uma das líderes em construção de casas populares, busca alternativas para melhorar sua rentabilidade. Uma delas é direcionar uma pequena parte do seu banco de terrenos, hoje todo voltado ao programa do governo Minha Casa Minha Vida, para empreendimentos para a classe média. Motivo: o custo das obras populares não para de subir. E o preço final do imóvel, por outro lado, é fixo.

COMPRAS COLETIVAS

Posição incômoda

O Groupalia, site espanhol de compras coletivas, chegou ao Brasil em agosto e com atraso em relação aos principais concorrentes. Agora, anda incomodado com a posição de quarto lugar que ocupa no ranking dos maiores no País. Em outros mercados - como Espanha, Itália ou México -, o site oscila entre a primeira e a segunda posição. Para tentar reverter a situação, a operação brasileira deve contar com parte importante do aporte de US$ 15 milhões que o Groupalia recebeu no mês passado dos fundos General Atlantic, Insight Venture Partners e Index Ventures.

Mais da metade

55% foi a participação das máquinas de espresso no faturamento total de cafeteiras vendidas no País no fim de 2010. Um ano antes, segundo a GfK, elas representavam 37,5%. Diante disso, a Nestlé investiu na diversificação das bebidas de sua Dolce Gusto. São agora 10 tipos, que vão de chá a café descafeinado.

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