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Panorâmica

A Azul quer um sócio

, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2011 | 00h00

A Azul, empresa aérea de David Neeleman, andou sondando os concorrentes atrás de um sócio. Recentemente, segundo o Estado apurou, Neeleman se aproximou da regional Trip. As conversas não foram adiante, já que a Trip mantém um acordo de negociação exclusiva com a TAM. Ao fim desse processo, a maior empresa aérea do País deve adquirir uma fatia de 31% da regional. Se concretizado, o negócio deve impulsionar o crescimento da Trip - que tem um modelo de negócios muito semelhante ao da Azul.

Essa não é a primeira vez que a Azul conversou com concorrentes sobre uma possível sociedade. Há pouco mais de um ano, Neeleman se aproximou da Gol com a proposta de vender uma participação. A mesma oferta foi feita, meses depois, para a TAM. Em ambos os casos, as conversas não evoluíram. Segundo pessoas próximas, a busca da Azul é reflexo do processo de consolidação no setor. Entre seus investidores estão a gestora Gávea e os americanos TPG e Weston Presidio. Em resposta, a empresa informou que "está muito satisfeita com os resultados obtidos até agora". A Trip negou que manteve conversas com a Azul.

ENERGIA

Menos brigas na Celesc

Lirio Parisotto, um dos maiores investidores pessoa física do País, decidiu deixar o conselho da Celesc, empresa de energia de Santa Catarina. "Cansei de brigar. Vou dar uma chance para a nova gestão", diz. Por três anos, ele bateu de frente com a direção da companhia, acusando-a de ser guiada por interesses políticos. Ao todo, foram 5 processos na CVM. No início do ano, um novo presidente, indicado pelo governo, assumiu o comando com um discurso de moralização. Os minoritários esperam começar a ver os resultados da reestruturação em três trimestres.

EIKE BATISTA

"Show me the revenue"

Na semana passada, a OGX, de Eike Batista, fez sua primeira emissão de títulos de dívida no exterior. Assim que a empresa aumentou a taxa de juros dos papéis para atrair investidores, a corretora americana Knight enviou um relatório-alerta aos seus clientes. Sob o título de "show me the revenue" ("mostre-me a receita"), dizia o texto: "Dada a execução quase perfeita até agora, diríamos que a sorte de Eike Batista já deu o que tinha que dar. Agora vem a hora de mostrar performance e, nesse caso, só o futuro vai dizer".

TELECOMUNICAÇÕES

O perigoso precedente da Oi

A decisão do STJ a favor de manter R$ 67,7 milhões em dividendos de acionistas da Oi bloqueados como garantia de uma dívida previdenciária da empresa está deixando os advogados em geral preocupados. "Isso cria insegurança jurídica. Dividendos são dinheiro do acionista, mas essa é uma dívida da empresa. Agora, toda vez que alguém quiser investir terá de fazer uma due diligenge para saber se a empresa tem débitos?", diz Silvia Bugelli, especialista em direito societário. A Oi informou que pagou aos seus acionistas todos os dividendos anunciados.

Um concorrente para a Renner?

O grupo Valdac, que controla mais de 100 lojas das grifes Siberian e Crawford pretende ter, também, lojas de departamento. A primeira delas deve começar a funcionar até o fim do ano em um shopping no interior de São Paulo. Consultado pelo "Estado", o grupo Valdac não confirmou a informação.

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