Panorâmica

Abilio e Casino se encontram

Melina Costa e Patrícia Cançado, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2011 | 00h00

Na semana passada, Abilio Diniz e executivos do Casino se encontraram pela primeira vez desde que se instalou a crise entre eles. Foi na reunião de conselho do Grupo Pão de Açúcar, em São Paulo. Segundo pessoas próximas, os franceses ficaram sabendo pela imprensa, há pouco menos de um mês, sobre as conversas entre o empresário brasileiro e o concorrente Carrefour para articular uma fusão no Brasil.

Diante da notícia, o presidente e acionista do Casino Jean-Charles Naouri, enviou um e-mail para Abilio. A mensagem de resposta confirmava negociações preliminares e dizia que não havia nada mais a ser informado. Até a semana passada, essa havia sido a última conversa entre os dois lados.

O Estado apurou que Naouri também enviou um e-mail a Lars Olofsson, presidente mundial do Carrefour, mas não recebeu resposta.

Nesse cenário de hostilidade, tanto Abilio como Casino (que já entrou com um pedido de arbitragem contra o sócio brasileiro) já se armaram. Casino é assessorado pelo escritório de advocacia Tozzini & Freire no Brasil e Abilio já teria um advogado francês.

ALIMENTAÇÃO

Mais uma rede de fast-food quer entrar no Brasil

Depois da Wendy"s, é a vez de a americana Sbarro sondar o mercado local. Há duas semanas, um alto executivo da rede esteve em São Paulo e conversou com fornecedores e administradores de shopping centers. A rede, que vende pizzas e massas, mantém um restaurante no Rio de Janeiro há pouco menos de um ano e agora procura novos franqueados para abrir 200 lojas no País. Controlada pelo fundo de private equity MidOcean Partners, a Sbarro faturou US$ 340 milhões em 2009 e tem mais de mil restaurantes em 40 países. Recentemente, a rede, que tem capital aberto, informou aos investidores que negociava com um possível grupo comprador.

AVIAÇÃO

TAM prepara o lançamento de nova empresa

A TAM pretende transformar seu centro de manutenção de aviões em uma empresa independente da companhia aérea. O grupo já procura no mercado um executivo que possa assumir o comando da operação e, até o ano que vem, a novata receberá um CNPJ próprio. Depois disso, a ideia é buscar um sócio entre outros operadores de centros de manutenção espalhados pelo mundo. Hoje, o principal cliente do centro localizado em São Carlos (interior de São Paulo) é a própria TAM, que tem perto de 150 aviões. Se a fusão com a LAN for aprovada, serão 100 novas aeronaves. O movimento faz parte da estratégia de criação de filhotes da TAM. O primeiro foi a Multiplus, empresa que administra o programa de fidelidade da companhia e que já vale quase tanto quanto a TAM na bolsa.

O Kit Kat e o Walmart

Por trás da notícia de que a Nestlé vai trazer novamente seu chocolate Kit Kat ao Brasil está o pedido insistente da subsidiária brasileira do Walmart. A negociação entre o fabricante e a varejista começou há quase um ano. Segundo o "Estado" apurou, a rede americana mantém conversas para trazer os produtos de outras empresas globais com exclusividade ao País. A estratégia tem a ver com a política global da varejista. O foco do Walmart está em oferecer preços mais baixos que os da concorrência. A alternativa às promoções é oferecer produtos exclusivos.

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