Panorâmica

A briga entre Infraero e aéreas

, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2011 | 00h00

Está em curso uma disputa entre as companhias aéreas e a Infraero. Recentemente, a Jurcaib (Junta de Representantes das Companhias Aéreas Internacionais do Brasil) conseguiu uma liminar impedindo que a Infraero licitasse as áreas de salas VIP da Gol, British Airways, Aerolíneas Argentinas e da prestadora de serviços Sea Aviation no aeroporto de Guarulhos. A Jurcaib acredita que, com o leilão, o valor do aluguel desses espaços vai subir.

A lei que regula o setor diferencia as áreas em aeroportos entre "operacionais", essenciais para o trabalho das aéreas, e "comerciais", que podem ser exploradas por empresas de outros setores. A Anac, por sua vez, estabeleceu que as áreas comerciais podem ser licitadas.

Está exatamente aí a razão discórdia. A Infraero acha que as salas VIP são áreas comerciais e espera decisão da justiça para retomar o leilão. Já as empresas alegam que são espaços importantes para sua operação. Elas ainda acham que, se forem concorrer com empresas de setores diferentes - e com margens de lucro maiores - sairão perdendo.

VESTUÁRIO

InBrands avança em duas aquisições

Prestes a estrear na bolsa, a holding InBrands, criada por meio da compra de marcas como Ellus e Alexandre Herchcovitch, está em fase avançada de negociação com duas redes de vestuário feminino. Cada empresa-alvo apresenta faturamento superior a R$ 200 milhões. Hoje o grupo todo já fatura cerca de R$ 800 milhões.

E-COMMERCE

A aposta da Máquina de Vendas na internet

Em meio ao caos logístico e às reclamações de consumidores que têm marcado o comércio eletrônico brasileiro, a Máquina de Vendas decidiu aumentar suas apostas no setor. Hoje, a empresa opera as lojas virtuais de Insinuante, Ricardo Eletro e City Lar - as três redes que deram origem ao grupo varejista. Agora, a ideia é abrir sites de nicho, para vender produtos específicos. O primeiro deles, que deve entrar em operação no segundo semestre, será especializado em colchões.

PETRÓLEO

Os primeiros passos de um gigante no Brasil

Quarta maior empresa do mundo, a petroleira BP começa a erguer sua operação no País. Em maio, a Agência Nacional do Petróleo aprovou a compra de direitos de exploração de petróleo da Devon Energy. Agora, a companhia tem se ocupado de absorver os funcionários da Devon e contratar mais gente. Cem vagas devem ser preenchidas até o fim do ano em áreas que vão da engenharia ao administrativo. Os headhunters já começaram a procurar.

O agitado mundo das pequenas

Um sinal de que os investidores não estão interessados apenas em grandes empresas brasileiras. Criada há cerca de um ano, a BR Opportunities, que administra fundos para financiar pequenas empresas, analisou 100 companhias. Desse total, 44 foram consideradas as mais promissoras, com faturamento ao redor de R$ 15 milhões. Quatro delas já estão passando por due diligence (processo de análise dos dados financeiros) e devem receber, ao todo, uma injeção de R$ 50 milhões só da BR Opportunities. Duas delas ainda ganharão sócios estrangeiros.

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