Panorâmica

O problema da Moura na Argentina

, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2011 | 00h00

A fabricante brasileira de baterias Moura aguarda a decisão do Ministério do Trabalho argentino para resolver um imbróglio. Há cerca de duas semanas, integrantes do sindicato dos caminhoneiros bloquearam a entrada da fábrica da empresa próxima a Buenos Aires. Eles exigiam representatividade entre os funcionários da companhia. Depois do protesto, os sindicalistas entraram com um pedido formal no ministério. Agora a situação está mais calma no local, mas o governo ainda tem de se manifestar a respeito.

No mundo todo, são os sindicatos dos químicos e dos metalúrgicos que representam os empregados da indústria de baterias. Mas, na Argentina, há uma peculiaridade: os caminhoneiros ganharam poder desproporcional desde a década de 90. O sindicato conseguiu se expandir ao abrigar outras categorias, como os garis, os distribuidores de jornal e os empregados dos pedágios. A tática dos piquetes é frequente. Esse mesmo sindicato já promoveu manifestações em frente à fábrica de cimento Loma Negra, do grupo Camargo Corrêa, e na cervejaria Quilmes, da Ambev.

A Moura se instalou na Argentina neste ano, assim como outras empresas brasileiras, como forma de driblar as barreiras contra produtos importados. Procurada, a Moura não se manifestou.

CARREIRA

Denise Johnson, ex-GM, na Caterpillar

No início do ano, a executiva americana Denise Johnson deixou a presidência da GM no Brasil após apenas oito meses no cargo. Oficialmente, a montadora informou que as razões para a saída foram de ordem pessoal. Nos bastidores, ainda especula-se que houve outros motivos. Agora, pelo menos, não há mais dúvidas sobre o destino de Denise. Está no LinkedIn: "general manager" da Caterpillar nos EUA.

DISPUTA SOCIETÁRIA

Mesmo depois de derrota, Abilio não desistiu

Segundo pessoas próximas, Abilio Diniz não se deu por vencido e ainda luta pelo projeto de fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour no Brasil. Atualmente, ele tenta se encontrar com Jean-Charles Naouri, presidente e acionista do Casino, antes mesmo da reunião da holding Wilkes, que está marcada para o próximo dia 2.

AVIAÇÃO

De um lado, a consolidação. De outro, o apagão

Com receita de R$ 640 milhões, a Líder é a maior empresa de transporte offshore por helicópteros do País e analisa aquisições. A previsão é crescer 15% ao ano até 2016, especialmente por causa do pré-sal. A previsão só não é mais otimista por conta da escassez de pilotos. Hoje, a lei proíbe que pilotos estrangeiros trabalhem no Brasil. Tanto a Líder quanto as empresas aéreas em geral participam das discussões do novo Código Brasileiro de Aeronáutica e tentam aprovar contratos temporários. Estima-se que sejam necessários 200 novos pilotos para o transporte offshore nos próximos anos. O problema é que mesmo profissionais formados levam até três anos para ser comandantes nessa categoria.

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