Pão de Açúcar: debêntures para expansão

O Grupo Pão de Açúcar estima concluir até o final do mês uma emissão de R$ 100 milhões em debêntures. Segundo o diretor de Relações com Investidores da companhia, Aymar Giglio, os recursos financiarão parte do plano de expansão, que inclui novos hipermercados Extra, reforma de lojas, construção de depósitos e melhorias tecnológicas.O executivo disse estar otimista quanto à colocação dos papéis, que serão conversíveis em ações preferenciais e terão prazo de cinco anos. A remuneração será calculada pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), mais 3,5% ao ano. Giglio afirmou que o investimento total da empresa deve ficar próximo dos R$ 700 milhões este ano, cifra que pode atingir R$ 900 milhões, considerando os recursos destinados a novas aquisições. Orçamento 2001Para 2001, o orçamento ainda não está fechado, mas a tendência é de que outros R$ 700 milhões sejam aplicados. A iniciativa compõe a estratégia de elevar a área de vendas na proporção de 15% a 20% ao ano. O diretor reiterou que, no caso de novas aquisições, a preferência é por unidades localizadas nas regiões onde o Pão de Açúcar já atua. Para compor os recursos necessários ao plano de crescimento, o Pão de Açúcar conta ainda com um empréstimo de R$ 200 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com Giglio, o crédito já está pré-aprovado pela instituição e deve ser liberado ainda este ano. O executivo lembrou também das disponibilidades em caixa, que ao final do primeiro semestre - último dado público disponível - eram de aproximadamente R$ 600 milhões. Segundo ele, o momento é propício para novas captações, pois o endividamento líquido da empresa está próximo de zero, após a conversão da primeira e terceira séries de uma antiga emissão de debêntures.RepasseO executivo disse que o Pão de Açúcar irá financiar um pequeno fornecedor dos produtos da marca própria Barateiro e Extra. Para tanto, a empresa irá repassar um empréstimo especial obtido no BNDES, no valor de R$ 11 milhões. Os recursos serão empregados na ampliação de uma fábrica goiana de papel. A companhia também irá captar outros R$ 8 milhões no BNDES, para investimentos na área social. A aplicação será via Instituto Pão de Açúcar, que tem atividades ligadas à educação.

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