Pão de Açúcar vai investir R$ 5 bi no Brasil nos próximos 3 anos

Montante é 70% superior ao aplicado entre 2007 e 2009; plano inclui a abertura de 300 novas lojas até 2012

Agência Estado,

20 de janeiro de 2010 | 09h59

O Grupo Pão de Açúcar anunciou nesta quarta-feira, 20, seu plano de investimento para o triênio 2010-2012, com investimento recorde de R$ 5 bilhões no Brasil. O montante é 70% superior ao aplicado no triênio anterior, de 2007 a 2009, quando foram investidos R$ 2,9 bilhões - incluindo aquisições.

 

Segundo comunicado ao mercado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o plano inclui a abertura de aproximadamente 300 novas lojas até 2012, o que representa uma elevação média anual de 8% a 9% da área de vendas. Apenas em 2010, o grupo espera inaugurar 100 novas lojas, cujo foco está nos formatos Extra Fácil (loja de conveniência), Extra Supermercado e Assai (atacarejo). O plano inclui a reforma de lojas existentes, aquisições de terrenos estratégicos, que darão suporte ao crescimento nos próximos anos, infraestrutura e logística. A companhia afirma ainda que continuará investindo em negócios como postos de combustível e drogarias.

 

A rede varejista destaca no anúncio que a adoção de um plano de crescimento mais agressivo foi proporcionada pelos avanços nas vendas, especialmente em unidades já existentes, além do aumento no fluxo de clientes e do ticket médio. "A economia brasileira inicia o ano de 2010 em um cenário mais positivo e de maior consistência, com aumento do número de empregos e crescimento da renda, principalmente das classes C e D", afirma a empresa.

 

"Vivemos um grande momento e veremos uma economia ainda mais robusta nos próximos anos. Vamos acompanhar esse movimento e acelerar nosso processo de expansão orgânica com a ampliação dos nossos diferentes formatos direcionando-os segundo o mercado e respectivo perfil consumidor, além de ampliar as vendas nas lojas já existentes", diz Abílio Diniz, presidente do conselho de administração do grupo, no comunicado.

 

O plano, pelos cálculos do grupo, deve contribuir com a geração de cerca de 100 mil postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos. Somente neste ano, serão 40 mil vagas, sendo 10 mil diretamente contratados. No comunicado, o grupo afirma que após a associação com a Casas Bahia passou a ser o maior empregador privado do país, com 137 mil empregadas.

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