Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Pão de Açúcar vai se expandir no País com minimercados

Grupo planeja investir R$ 2 bilhões em 2013 para entrar em novos Estados, diz o presidente Enéas Pestana

O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2013 | 02h06

O Grupo Pão de Açúcar pretende investir o equivalente a cerca de US$ 1 bilhão em 2013 para expandir sua rede pelo País, disse ontem o presidente da companhia, Enéas Pestana. Em 2013, segundo ele, R$ 2 bilhões serão investidos nas redes Extra, Pão de Açúcar e Assai. No ano passado, os investimentos atingiram R$ 1,5 bilhão.

De acordo com Enéas, o grupo abrirá entre 12 e 15 lojas atacadistas com a bandeira Assai neste ano, introduzindo a marca em sete Estados. Também há planos de abrir cem minimercados no Estado de São Paulo até dezembro. A meta é inaugurar de 100 a 150 minilojas por ano no País.

A expansão com unidades menores se dará primeiro em São Paulo e, posteriormente, vai avançar no Rio de Janeiro.

Em entrevista à Dow Jones Newswires, Pestana afirmou que a inflação está sob controle no Brasil e disse que empresa enfatizará o crescimento orgânico em 2013 para atender às mudanças nas necessidades dos consumidores brasileiros, que hoje compram mais e buscam conveniência.

A estratégia do Pão de Açúcar, segundo ele, inclui a expansão para regiões brasileiras que vêm crescendo rapidamente mas onde o grupo ainda tem uma presença menor, como o Nordeste. Simultaneamente, não estão descartadas aquisições ou expansão internacional. Pestana ressalta que a compra de outras varejistas não está descartada (no caso de surgirem boas oportunidades), mas essa não é uma prioridade.

No primeiro trimestre deste ano, o Pão de Açúcar teve receita líquida de R$ 13,4 bilhões. O lucro subiu 42% e atingiu R$ 236,6 milhões.

Conjuntura. Na opinião do presidente do Pão de Açúcar, a inflação no Brasil continua sob controle e muitos dos problemas de preços podem estar sendo exagerados. "A situação está longe de ser desastrosa, ou um grande problema." Em relação à desaceleração do crescimento econômico, Pestana observou: "Eu não preciso do PIB para crescer. Posso conseguir fatias de mercado que hoje estão nas mãos de concorrentes".

Pestana, que ocupa a posição de executivo-chefe da CBD há pouco mais de três anos, afirmou que a direção da empresa não mudou muito nos últimos 12 meses, desde que o grupo francês Casino assumiu o controle do Pão de Açúcar. Nas últimas semanas, no entanto, a cúpula da Viavarejo, empresa controlada pelo Pão de Açúcar e dona de Casas Bahia e Ponto Frio, perdeu alguns de seus principais executivos: eles pediram demissão alegando interferência dos controladores / DOW JONES

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.