Pão francês pode subir 5% este mês

O preço do pão francês deverá subir cerca de 5% este mês em São Paulo e a necessidade reajuste dos fabricantes de massas para setembro e outubro oscila entre 5% e 10%. Esses aumentos refletem a alta de custos em geral, especialmente da farinha de trigo, item que mais pesa na fabricação. Os cálculos são do presidente da Associação da Indústria da Panificação do Estado de São Paulo, Frederico Maia, e do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Massas Alimentícias (Abima), Aluísio Quintanilha.De acordo com a Abima, a farinha de trigo subiu 8,8% no mês passado. O reajuste previsto para este mês reflete a alta do preço da farinha e outros insumos, como energia elétrica, combustíveis, embalagens e fermento. Apesar desse aumento de preço do pão, o setor continuará acumulando uma defasagem de 20% de custo acima do preço.Maia destaca que não há espaço para reajustes automáticos. Essa avaliação é compartilhada pelo presidente da Abima. O setor de massas, por exemplo, acumula retração de 1,3% de janeiro a julho na comparação com igual período do ano passado.O presidente da Associação da Indústria da Panificação diz não ter informações sobre o porcentual de novos reajustes de preços da farinha a ser feito pelos moinhos do Paraná. Quintanilha diz que, de São Paulo para cima, não há pressão por aumentos. No caso dos moinhos do Sul, que foram afetados pela quebra e o atraso na safra de trigo da região, ele não acredita numa alta acima de 10% nos preços da matéria-prima.Preços da farinha de trigo estão caindo.Um reajuste nos preços do pão baseado em novos aumentos da cotação da farinha de trigo está fora de cogitação no Estado de São Paulo, segundo o presidente do Moinho Pacífico, Lawrence Pih. Ele diz que os preços da farinha de trigo não estão subindo. "Na verdade, os preços estão caindo", reforça o industrial. O preço da saca de 50 quilos de farinha de trigo está cotado, hoje, a R$ 23,65, ante R$ 24,07 há um mês.Segundo ele, o preço do trigo recuou por causa da aquisição de produto argentino, mais barato que o trigo nacional da safra passada. Enquanto a tonelada de trigo nacional da safra velha é cotada, no Paraná, em cerca de R$ 300, o trigo argentino sai por US$ 126, chegando no moinho próximo de US$ 145, ou R$ 264 hoje. Na prática, apenas os moinhos menores ou aqueles que têm problemas de crédito não conseguem importar da Argentina e ficam à mercê da matéria-prima nacional mais cara.Leia a respeito dos aumentos na indústrias de pães e massas em matéria a seguir.

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