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Papai Noel ouve cada coisa...

Pedidos dos clientes do mercado de luxo são difíceis

Paula Pacheco, São Paulo, O Estadao de S.Paulo

20 de dezembro de 2008 | 00h00

Bianco Bertoncini é um Papai Noel de luxo. Até o ano passado, ele atuava no papel do bom velhinho no Shopping Iguatemi. Neste ano, começou a trabalhar no Cidade Jardim.Aos 71 anos, ele conduz um carrinho elétrico. Distribui sorrisos e ouve muitos pedidos, como todo Papai Noel. Segundo Bertoncini, neste ano encabeça a lista das crianças o "Ui" (sic), ou Wii, videogame da Nintendo que custa por volta de R$ 1,5 mil.Já os adultos são bem mais exigentes. Pedem para ganhar na mega-sena, querem carrões, jóias, viagens para o exterior ou arranjar um namorado rico e bonito. "Aqui, me pedem coisas mais caras do que no Iguatemi", observa.Em outro canto da cidade, trabalha o taxista Valdomiro. Há 25 anos no ponto em frente ao Shopping Iguatemi, ele avalia a classe A. "Todo mundo está muito cauteloso por aqui. Afinal de contas, rico tem medo de ficar pobre, não é mesmo?". O profissional garante que o Iguatemi é o primeiro lugar a sentir as crises econômicas. "É um termômetro tanto nas fases boas quanto nas ruins", diz.

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