Papandreou pede apoio da população

Em meio a protestos públicos e dissidências em seu partido, o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, apelou ontem aos gregos por apoio às impopulares medidas de austeridade para evitar uma catastrófica insolvência do país.

Agências Internacionais, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2011 | 00h00

Falando ao Parlamento grego, Papandreou disse que a Grécia estava numa encruzilhada crítica e que suas reservas estarão exauridas logo sem o aporte da parcela de 12 bilhões da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"As consequências de uma violenta insolvência ou da saída do euro seriam imediatamente catastróficas para as famílias, para os bancos e para a credibilidade do país", disse o primeiro-ministro ao Parlamento.

Papandreou reformulou seu governo para impedir dissidências no partido governista depois que a saída de três deputados e protestos públicos ameaçaram o pacote de aumento de impostos, privatizações e corte de gastos acertado com os financiadores internacionais.

O primeiro-ministro disse que as entidades financeiras internacionais não estariam impressionadas pelas imagens de gregos divididos por conta das reformas. "Mostrar que estamos divididos não está nos ajudando de modo algum."

Protestos. Enquanto isso, "indignados" espanhóis, franceses, portugueses e gregos tomaram as ruas para, mais uma vez, se manifestarem contra os planos de austeridade dos governos. O movimento dos indignados começou em março na Espanha.

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